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PMDB busca apoio total para reforma

11 de maio de 2017

Partido do presidente Michel Temer, o PMDB dá os primeiros passos para determinar que seus 64 deputados votem a favor da Reforma da Previdência no plenário da Câmara. Se ocorrer o chamado fechamento de questão, os parlamentares que se posicionarem contra a decisão da maioria podem sofrer punições que chegam a expulsão do partido.

A proposta da nova Previdência foi aprovada por comissão especial da Câmara ontem. O próximo passo é a votação, em dois turnos, no plenário da Casa o que ainda não tem data para ocorrer. Se o texto for aprovado, segue para o Senado.

Para aprovar a proposta em plenário, o governo precisa de ao menos 308 votos, o que ainda não tem. Hoje, começam a ser divulgadas novas propagandas tanto para o público externo como para os deputados. Além disso, nova versão da cartilha que explica as alterações no texto está sendo fechada.

O líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), tem cerca de 40 assinaturas a favor do fechamento de questão, de um total de 64 membros. O documento será entregue ao presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR), na próxima semana.

Os peemedebistas não queriam oficializar o apoio a um texto polêmico sozinhos e esperavam estabelecer um dia D para que as principais legendas governistas PSDB, DEM e PPS anunciassem o apoio irrestrito à reforma previdenciária. Isso, no entanto, está longe de se tornar realidade, ao menos por enquanto.

Mais da metade da bancada do PSDB a segunda maior da Câmara, com 47 deputados pretende votar contra a Reforma da Previdência, de acordo com cálculos do próprio partido, feitos após reunião ontem. Os tucanos não cogitam fechar questão para apoiar o texto.

"O fechamento de questão tem consequências. Nós não discutimos sequer sobre fechar questão nesse assunto", afirmou o líder Ricardo Tripoli (SP). "Se o PMDB quer fechar (questão), não é problema nosso." O líder tucano evitou dizer quantos deputados são contra o texto e informou que haverá cerca de 30 dias para negociar a matéria. "O PSDB tem visão republicana", afirmou.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que era membro da comissão especial e foi substituído porque avisou que votaria contra o texto, diz que o governo tem que reverter a opinião pública para conseguir aprovar o texto na Câmara. "O governo está apostando no tudo ou nada e tem risco de ser nada", disse, sobre a votação no plenário da Casa.

Outros parlamentares do PSDB relataram que poderiam mudar de posição e votar a favor do texto. Argumentam, contudo, que atrapalha a postura escancarada do Palácio de Planalto na troca de cargos e emendas por votos de deputados. Reclamam, ainda, de dificuldade de interlocução com o governo, já que há deputados que não conseguem ser recebidos por ministros. Outra queixa é em relação à pressão em redes sociais e nas ruas de eleitores contrários à nova Previdência.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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