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Planos de saúde perdem mais usuários em junho

20 de julho de 2016

A fuga de usuários de planos de saúde prossegue pelo sexto mês consecutivo. Em junho o número de beneficiários da saúde suplementar encolheu 3,2%, passando de 50,12 milhões para 48,48 milhões comparado ao mesmo período de 2015. Uma perda de 1,64 milhão de beneficiários que ficam sem plano e vão para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre maio e junho a perda foi de 0,2%. O desemprego em alta e a renda em baixa estão enxugando a carteira de clientes dos planos médico-hospitalares. Em Pernambuco, o total de usuários encolheu 33,3 mil, passando de 1,38 milhão para 1,34 milhão no comparativo anual. Os dados estatísticos do setor foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Enquanto os planos médico-hospitalares minguam, os odontológicos ampliam o número de beneficiários. O total de usuários passou de 21,54 milhões para 21,96 milhões entre junho de 2015 e junho de 2016 no Brasil, com aumento de 1,9%. A baixa cobertura desses planos e o custo per capita baixo aumentam o número de adesões ao produto. Pernambuco acompanha a tendência nacional com crescimento de 32,3 mil usuários de planos odontológicos no comparativo anual. Em junho deste ano, 831,3 mil pernambucanos possuíam cobertura odontológica privada. 

Nos dados divulgados pelo órgão regulador por estado, seis unidades da federação registraram aumento do número de beneficiários em planos de assistência médica entre maio e junho deste ano. São eles: Amazonas, Bahia, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul e Tocantins. Os demais apresentaram perda de usuários de planos médicos-hospitalares no período. Procurada pelo Diario, a ANS não comentou as estatísticas do setor. Os dados são repassados mensalmente à ANS pelas operadoras de planos de saúde. 

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Antônio Carlos Abbatepaolo, disse que o setor acompanha a curva negativa desde 2015, mas houve surpresa com o número de desligamentos de usuários neste ano. Segundo ele, esse movimento tem relação direta com a alta taxa de desemprego, que provoca a redução da carteira de planos de saúde empresariais. “Isso tem impacto importante nos custos de operação das empresas. Se você tem o número menor de beneficiários, o custo per capita aumenta para a maioria das operadoras”.

De acordo com o diretor-executivo da Abramge, o setor aposta na volta do crescimento do mercado a partir em dois anos. “A situação hoje é conjuntural. A gente espera crescimento do mercado a partir de 2018, mas a volta ao patamar de 50 milhões de vidas vai demorar um pouco mais”. Uma das estratégias das empresas do setor é o incentivo aos produtos com co-participação, para reduzir o valor dos planos. 

Em relação ao crescimento dos planos odontológicos em tempos de crise, o executivo da Abramge apontou dois fatores: a demanda grande e o tíquete médio mais baixo, o que torna o acesso possível até mesmo para as pequenas empresas, que podem oferecer um plano odontológico para os seus funcionários.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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