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Plano de voo da Copa
16 de abril de 2014Uma série de alterações no espaço aéreo brasileiro entrará em vigor a partir de 6 de junho. As mudanças, que incluem a restrição de voos no período de 45 dias e o reforço no contigente dos órgãos envolvidos, valerão para 90 selecionados para integrar o Plano de Operação do Setor da Aviação Civil para a Copa do Mundo.
Entre 6 de junho e 20 de julho, 29 terminais estarão coordenados, o que significa que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), órgão da Força Aérea, vão distribuir as permissões de pouso e decolagem para evitar congestionamentos. No período, serão criadas três áreas chamadas de exclusão, em modelo um pouco mais restritivo que o adotado na Copa das Confederações. De acordo com cada área, será possível saber qual tipo de voo será permitido.
A área vermelha (impedida) é identificada por um raio de 7,2 quilômetros em relação ao estádio. Por ela poderão passar somente aeronaves envolvidas no evento e previamente autorizadas. A área amarela (restrita), formada por um raio de 12,6 quilômetros em relação ao estádio, permitirá aviação comercial. A branca, situada além das outras duas, permite todo o tipo de aviação. A autorização para pousos e decolagens de voos da aviação geral será administrada pela CGNA a partir de 15 de maio, sendo disponibilizados de acordo com a oferta.
Com as obras nos terminais das cidades-sede e outras ações estratégicas, haverá aumento do número de vagas para aeronaves nos pátios dos aeroportos de 123%, passando de 1.329 para 2.970 vagas. Os 15 principais aeroportos passarão por uma dança das cadeiras para atender a maior demanda da Copa do Mundo. Segundo a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, haverá incremento de 209% no efetivo atual dos principais órgãos que atuam no sistema aeroportuário. O principal reforço se dará na Polícia Federal. O contingente terá aumento de 438%, passando dos atuais 258 para 1.389 servidores.
Em Confins, por exemplo, o total de policiais passará de 20 para 98. “Os números me permitem dizer, com tranquilidade, que estamos preparados para atender brasileiros e estrangeiros que vierem para a Copa”, afirma o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. Em contrapartida, Confins perderá mão de obra em dois órgãos considerados essenciais para o pleno funcionamento do terminal: Receita Federal e o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária.
Fonte: Diario de Pernambuco
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