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PLANO DE SAÚDE – Hospitais vão manter serviços ao Gremes
9 de novembro de 2006
As vinte e três empresas públicas ligadas ao Gremes (Grupo de Empresas de Autogestão em Saúde) conseguiram transferir para a próxima quinta-feira, a decisão dos hospitais privados de suspenderem o atendimento aos 180 mil usuários dos planos de saúde de autogestão. Enquanto ganha tempo, o Gremes costura uma rede alternativa com hospitais para o atendimento das emergências. Já foi firmado contrato com o Medical Center Boa Viagem e está em negociação a contratualização com o Hospital Canaã. Ontem, o Sindhospe anunciou a adesão de mais três hospitais de Petrolina ao grupo dos 17 que ameaçam suspender o atendimento aos conveniados.
Na reunião de conciliação entre as partes promovida pela Defensoria Pública, o Sindhospe colocou na mesa três novas propostas para serem avaliadas pelo Gremes. A primeira delas é a adoção do acordo feito em Brasília entre hospitais e empresas de autogestão e que reajusta as diárias e taxas em 15%, além de adotar a tabela do Sinpro mais 15% para o material descartável.
Outra alternativa é o aumento de 30% nas diárias e taxas dos hospitais de padrão especial e de 17% para as unidades de padrão I com a tabela Sinpro mais 20% de margem de comercialização. Os hospitais aceitam também o reajuste real no valor total da conta hospitalar. “As empresas não podem ficar reféns de um ou dois hospitais. Pode ser criado um cartel e questionado pela direção central das empresas”, diz Mardônio Quintas, presidente do Sindhospe.
O diretor do Gremes, Sérgio Sônego, admite que está formando uma rede alternativa de atendimento para os casos de emergência, caso haja o rompimento dos contratos com os hospitais conveniados aos planos de autogestão. Questionado sobre a situação de Petrolina, ele disse que os usuários seriam atendidos em Juazeiro (BA). Em relação às propostas colocadas à mesa, o representante dos planos de saúde alegou que precisa fazer um estudo do impacto financeiro no caixa das empresas.
Em Campina Grande o impasse nas negociações entre as empresas de autogestão e os hospitais provocoua suspensão do atendimento para 15 mil usuários dos Correios, Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce, Caixa Econômica Federal, Embrapa, OAB, Conseder e Assefaz. Podem ficar sem assistência hospitalar a partir do próximo dia 20 os clientes da Funasa e Cepe Saúde.
Fonte: Diário de Pernambuco
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