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Planalto deixa reformas em espera

9 de junho de 2017

Na tentativa de garantir sua sobrevivência no cargo, o presidente Michel Temer decidiu adiar a votação das reformas previdenciária e trabalhista e mobilizar a base aliada para evitar seu afastamento temporário do cargo.

A ordem é deixar neste momento as reformas em uma espécie de banho-maria e aguardar a apresentação pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de denúncia contra o presidente.

Na avaliação do Palácio do Planalto, um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) cria o risco de prolongar a instabilidade política e, assim, ameaçar a aprovação de pautas governistas que já contam com resistência na própria base aliada, como as reformas.

A intenção é deixar a votação das mudanças na área previdenciária para agosto no plenário da Câmara dos Deputados e a reforma trabalhista para o fim de junho ou o início de julho no Senado. A expectativa inicial era colocar ambas em votação no início deste mês.

A avaliação de assessores presidenciais é que as duas mais atrapalhariam do que ajudariam neste momento e que o esforço prioritário deve ser o de conseguir uma votação expressiva para derrubar a denúncia, sinalizando a retomada da base aliada.

Para não se tornar réu e ser afastado temporariamente do cargo, Temer precisa do apoio de 172 deputados federais. "A (reforma da) Previdência subiu no telhado momentaneamente. Deve ficar para agosto. Até que a poeira baixe, não dá para computar voto", disse Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais aliados.

O parlamentar, que retomaria a contagem de votos a favor da reforma previdenciária, não levou o plano adiante esta semana. O número de votos favoráveis computados antes da crise política variava de acordo com o interlocutor entre 225 e 300, mas estava sempre abaixo dos 308, mínimo necessário para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara. O presidente defende uma margem de segurança de aprovação, o que significa conquistar entre 320 e 330 votos.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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