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Piora quadro fiscal dos Estados

21 de outubro de 2016

Com a redução da quantidade de Estados aptos a tomarem empréstimos com garantias da União, o Tesouro Nacional divulgou ontem o primeiro boletim anual de Finanças Públicas dos Entes Nacionais. O número de Estados com nota de rating B que os credencia ao aval do governo federal caiu de 16 no ano passado para 14 neste ano. Pernambuco ocupa uma posição intermediária, mas com vantagem de estar entre os que podem tomar empréstimos.

Para conferir o rating (classificação) de cada Estado e Distrito Federal, o Tesouro leva em conta a capacidade de pagamento dos governos regionais, considerando seus níveis de endividamento e o custo do serviço de suas dívidas. Conceitos A e B sinalizam um risco de crédito baixo e médio, respectivamente. Novamente, nenhuma Unidade da Federação conseguiu nota A nessa escala. Dentre as 14 Unidades da Federação que estão aptas a receberem o aval da União, 11 têm notas B¬, sendo elas Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Maranhão, Pernambuco, Paraná, Rondônia e Tocantins. Com nota B estão Espírito Santo e Roraima. E o Pará continua tendo a melhor nota, com B+.

Do ano passado para agora, apenas três Estados melhoraram seus ratings junto ao Tesouro. Alagoas e Mato Grosso do Sul passaram de D+ para C, enquanto o Paraná subiu de C+ para B. Por outro lado, dez Unidades da Federação pioraram suas notas.

Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte inclusive saíram do rol de Estados aptos a receberem aval da União, com seus ratings passando de B para C+. De acordo com o boletim, o Estado do Rio de Janeiro, que enfrenta grave crise fiscal e inclusive precisou que o Tesouro cobrisse o pagamento de uma dívida de quase R$ 1 bilhão garantida pela União neste ano, continuou com nota D.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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