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Pior avaliação de uma gestão na série histórica

28 de julho de 2017

Com a pior avaliação de um governo em 30 anos, o presidente Michel Temer afirmou ontem que a sua administração não passará “em branco” se ele conseguir aprovar as reformas previdenciária, tributária e política. Em cerimônia de assinatura de contratos de concessão, o peemedebista disse que a melhora da atividade econômica não se trata de “mágica”, mas da “coragem” e “ousadia” da gestão peemedebista. “Se nós conseguirmos realizar mais essas três novas reformas, ninguém poderá dizer que passamos em branco nesses dois anos e pouco”, disse.

Segundo pesquisa Ibope divulgada ontem, o percentual de brasileiros que consideram o governo ruim ou péssimo é de 70%, – o mesmo atingido por Dilma Rousseff. Já o percentual de ótimo ou bom (5%) é o menor da série histórica do levantamento, realizado desde 1986 (veja quadro ao lado). 

Apesar do otimismo de Temer em aprovar a reforma previdenciária, partidos da base aliada já defendem que ele abandone a ideia de votá-la e que a deixe para o próximo presidente.

Em discurso, o peemedebista disse ter se sentido “surpreso” pelo crescimento do país nos últimos 60 dias, período que coincide com o agravamento da crise política após o vazamento do áudio entre o peemedebista e o empresário Joesley Batista. “Não é por acaso que o Brasil está virando a página da crise e estamos fazendo um dever de casa atrasado há muito tempo”, afirmou. Ele disse ainda que, diferentemente de outros governos, o seu não tem disputas entre ministros. “No nosso governo, vejo uma integração absoluta entre todos os setores”, afirmou.

PUXADOR DE PALMAS
No evento, o presidente confessou que sentiu falta de aplausos da plateia e disse que, na próxima cerimônia, trará uma espécie de “puxador de palmas”. “Se tem alguém que bate palmas, todos batem. Mas aqui as palmas vieram do coração, do reconhecimento”, disse após pedir aos presentes que aplaudissem os ministros presentes.

Em discurso, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, reconheceu que o atual governo tem enfrentado dificuldades em reorganizar a máquina administrativa e afirmou que não há no país uma “cultura da celebração”, que precisa ser estimulada.

Segundo ele, diferentemente de seus antecessores, Temer “não tem ambições eleitorais”. “O presidente fez uma opção de ser maior que o cidadão Michel Temer”, disse. “O legado será basicamente de um homem que pensa na obra coletiva, que entende o ser humano”, disse. 

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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