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PIB estadual cresce mais que o do país

16 de setembro de 2017

Graças ao desempenho positivo da agropecuária e do setor de serviços, principalmente no segmento de comércio, a soma dos bens e serviços produzidos em Pernambuco no segundo trimestre deste ano, ou o Produto Interno Bruto (PIB) do estado, no acumulado de abril a junho, apresentou um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2016. Comparado com o primeiro trimestre de 2017, o crescimento foi de 1,1%. Com base nesses dados, a perspectiva é de que o estado feche o ano com um aumento no PIB de 2%. A conta é da Agência Condepe/Fidem, que divulgou os valores na manhã desta sexta-feira. Apesar dos números positivos, o momento ainda é de recuperação econômica e não de crescimento sustentável de acordo com Maurílio Lima, diretor executivo da agência. Os dados também mostram que Pernambuco cresceu mais que o Brasil no período, uma vez que a produção nacional teve um aumento de apenas 0,3% no segundo trimestre.

Segundo Lima, o crescimento em Pernambuco é reflexo direto de boas safras na agropecuária, setor que apresentou um aumento de produção de 41,1% no segundo trimestre em relação ao primeiro e de 32% no primeiro semestre deste ano, quando comparado ao desempenho no mesmo período em 2016. É também reflexo do desempenho positivo do setor de serviços, que cresceu 3,7% em relação ao trimestre anterior, impulsionado por uma alta de 5% no segmento do comércio varejista e 3% nos aluguéis. “A gente está tendo um ano favorecido por melhorias nas condições climáticas e com recuperação de diversas lavouras que não tiveram um bom desempenho em 2016, como milho, feijão e mandioca. Também vale destacar o crescimento da safra da cana-de-açúcar, café, cebola, tomate e arroz irrigado”, completa. O diretor da Condepe/Fidem afirma ainda que a pecuária apresentou crescimento na produção avícola e na produção de leite. O desempenho positivo do segmento impressiona, mas cabe ressaltar que o setor responde por a apenas 3,3% do total produzido pelo estado.

A indústria, por outro lado, cuja participação no PIB de Pernambuco é de 18,6% apresentou queda de 5%, com um crescimento negativo de 5,5% no segmento de construção civil, que é o maior responsável pela recuperação do estoque de empregos formais no estado. “No primeiro trimestre, a construção civil teve uma leve alta depois de 12 trimestres consecutivos de queda mas isso não se consolidou no último trimestre. Na verdade, o setor está com uma recuperação mais lenta tanto no segmento de construção pesada, que são obras de infraestrutura, quanto no de reformas, o que já começa a refletir numa queda de produção dos materiais de construção”, esclarece Maurílio Lima. E o segmento de construção civil, que é um dos que mais contribuem para a mão de obra formal do estado, continua com saldo negativo de vagas. Entre janeiro e junho, em Pernambuco, o setor admitiu 18.857 pessoas e demitiu 21.653, o que aponta uma queda de 3,68%.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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