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PIB do Estado cresce só 1,8%
21 de dezembro de 2013O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2013. O resultado ficou abaixo do desempenho brasileiro de 2,2% no mesmo período. A performance tímida foi motivada pela desaceleração da economia brasileira e pela queda na produção da agropecuária. A seca prolongada encolheu em 7% o PIB no campo. Mesmo apresentando o pior resultado trimestral desde 2012, a economia pernambucana registra expansão de 4,2% no acumulado do ano (de janeiro a setembro). As informações foram divulgadas ontem pela Agência de Planejamento e Pesquisas do Estado (Condepe/Fidem).
"Nossa previsão é que o PIB pernambucano cresça 4,2% em 2013, semelhante ao acumulado do ano. A indústria sinaliza recuperação e o comércio, tradicionalmente, fatura mais por conta das vendas de fim de ano. Por isso, apostamos que vamos manter uma taxa de crescimento acima da nacional no fechamento do ano", aposta o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima.
Na avaliação dos economistas da Condepe/Fidem, o terceiro trimestre de 2013 foi atípico. O pequeno dinamismo econômico da economia brasileira e a seca frustraram o resultado do período. Entre os setores avaliados, a agropecuária voltou a apresentar queda motivada pelos efeitos da seca na atividade econômica do Agreste e Sertão. A atividade registrou queda de 7%, com diminuição da produção das lavouras permanentes e temporárias, agricultura e pecuária (veja arte abaixo).
Só a pecuária despencou 12,8%, ainda influenciada pela mortalidade e venda precoce dos rebanhos. A bovinocultura encolheu 16,1% e a produção de leite minguou em 15%. Os efeitos da maior estiagem dos últimos 50 anos castigam o Agreste e o Sertão do Estado desde 2011. O governo calcula em R$ 1,5 bilhão o prejuízo apenas na bovinocultura. A avicultura teve queda de 11,8% e a produção de ovos reduziu em 9,4%.
A maior contribuição para o crescimento do PIB no terceiro trimestre do ano veio do setor de serviços, com taxa de 2,3%. Na lista de segmentos avaliados, o destaque foi o comércio com expansão de 8,9%. Dentro da atividade, varejo (11,5%), atacado (7,0%) e autônomos (0,9%) registraram avanço. Além do comércio, os serviços de transportes cresceram 2,8%. O setor de serviços representa cerca de 70% do PIB pernambucano.
A indústria é o setor que vem preocupando os especialistas. Na avaliação do trimestre, cresceu apenas 1,5% no Estado, com desempenho inferior ao nacional, de 1,9%. "A construção civil continua crescendo, mas vem ocorrendo uma desaceleração há bastante tempo", observa o diretor da Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães. A desmobilização na construção dos grandes projetos (PetroquímicaSuape e Refinaria Abreu e Lima) vem reduzindo as altas taxas de crescimento da atividade, que ficou em 6,9% no trimestre. Já a indústria de transformação é mais preocupante, com queda de 1,3%.
Fonte: Jornal do Commercio
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