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Pesquise os juros dos bancos

24 de setembro de 2013
Em se tratando de serviços bancários, pesquisar para conseguir o que se quer pelo menor preço nunca é demais. A diferença chega a 128% entre as taxas médias cobradas somente no cheque especial durante o mês de setembro. O levantamento foi feito pelo site GuiaBolso (www.guiabolso.com.br), especializado em educação financeira, e se baseia nos valores cobrados pela Caixa Econômica, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.

A pesquisa mapeou os juros cobrados nos créditos pré-aprovados, como o empréstimo pessoal e o cheque especial. No empréstimo, a diferença entre as taxas cobradas nos bancos alcança 78% levando em consideração os valores médios (veja arte ao lado). No cheque especial, a discrepância é de 128% entre a Caixa, que cobra os menores valores, e o banco com a maior taxa de juros, o Santander.

 
"A recomendação básica é fugir do cheque especial. E isso se faz com planejamento financeiro", diz o planejador financeiro do GuiaBolso.com, Luiz Krempel.
 
Em relação às tarifas dos pacotes padronizados cobrados pelos bancos, a diferença chega a 26% nos dois principais. Um dos pacotes (pacote 1) é vigente desde 2010 e os outros três (pacotes 2 a 4) valem desde julho por determinação do Banco Central, que também foi responsável pela padronização. Os bancos possuem quatro tipos de pacotes padronizados, com diferentes serviços de saques, transferência por DOC ou TED, extratos de 30 dias, entre outros. "Antes era mais difícil comparar porque não havia parâmetro entre os bancos. Agora, com os padronizados, ficou mais fácil ver a diferença", afirma Luiz Krempel.
 
Diante das diferenças, Luiz Krempel recomenda pesquisar, mas faz uma ressalva. "Nem sempre o menor preço é o melhor serviço. Às vezes compensa pagar mais caro para se ter um serviço decente", alerta o especialista. Ele recomenda buscar informações com clientes desses pacotes.
 
Luiz ainda lembra das financeiras, das quais o consumidor deve ficar longe. "Nelas, a diferença entre os juros pode chegar a patamares próximos a 1.000%", finaliza. 

Fonte: Jornal do Commercio

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