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Pernambuco no mapa do petróleo
24 de outubro de 2013 Durante décadas, Pernambuco foi o patinho feio no mapa da exploração de petróleo no Brasil. Diziam que o Estado não tinha sido contemplado pela natureza e estava fora da região onde poderia se encontrar óleo. Ontem, o diretor técnico da Petra Energia, Lino Teixeira, engrossou o coro dos especialistas que apontam para a existência de petróleo (e de pré-sal) na costa pernambucana. Estudos geológicos apresentados pela empresa fazem analogias e encontram semelhanças entre as bacias de Pernambuco-Paraíba e Sergipe-Alagoas. Em Sergipe, a Petrobras acaba de anunciar a descoberta de reservas com potencial de dois bilhões de barris.
O executivo da Petra participou do primeiro dia de conferências do Pernambuco Petroleum Business (PPB), que começou ontem e se estende até amanhã no Centro de Convenções, em Olinda. Neste ano, o evento faz uma dobradinha com a Fimmepe – 19ª Feira da Indústria Metalmecânica. "Na 11ª Rodada de Licitações da ANP, a Petra arrematou quatro blocos de petróleo na Bacia Pernambuco-Paraíba, em parceria com a Queiroz Galvão e a Niko Resources. Já solicitamos os licenciamentos ambientais e temos um prazo de 7 anos para explorar a área. Desde 2007 a Petrobras vem estudando essa bacia. Se eles encontrarem petróleo nos poços que vão perfurar entre 2014 e 2015 vamos acelerar nosso plano de exploração", adianta Teixeira.
A Petra assinou contrato com a Petrobras para explorar a bacia em agosto desse ano. Em 2014 e 2015 a companhia vai realizar os estudos geológicos da área. O ano de 2016 será dedicado às sísmicas 3D. Entre 2016 e 2017 é realizado o processamento e a interpretação dos dados e em 2018 o reprocessamento dos dados para decidir pela perfuração de poços, que deve acontecer em 2019. "Nossa ideia é perfurar dois poços, um com cada empresa parceira", diz Teixeira. As empresas terão que fazer um investimento mínimo de R$ 60,2 milhões para explorar a bacia. Além disso pagaram um bônus de assinatura de R$ 3,6 milhões. Dos quatro blocos que serão explorados pela Petra, três estão na costa pernambucana e um na Paraíba.
"Em 1982 a Petrobras dizia que não existir camada de sal em Pernambuco. Em 97 a estatal dizia que ainda não tinha indícios da presença de sal. Em 2013, no leilão da ANP essa incidência é apontada. Antes da 11ª Rodada se falava num potencial de 600 milhões de barris na Bacia PE-PB, depois esse número saltou para 900 milhões e eu acredito que esse volume pode dobrar", aposta Teixeira.
ESVAZIADO
Bem diferente das duas primeiras edições, que aconteceram em Porto de Galinhas, o PPB estava esvaziado. O auditório montado dentro da Fimmepe estava com metade dos lugares ocupados. Vários dos palestrantes convidados não forma e mandaram representantes. Nomes como o do presidente da Petra, Roberto Viana, Magda Chambriard (ANP), Luciano Coutinho (BNDES), Otoniel Silva Reis (Estaleiro Atlântico Sul), José Firmo (Shlumberger) e representante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foram substituídos na grade de programação. Hoje, a palestra de abertura é da diretora da Gas Energy, Sylvie D?Apote.
Fonte: Jornal do Commercio
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