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Pernambucano está mais pobre
25 de fevereiro de 2017Pernambuco perdeu 5 posições no ranking da renda domiciliar mensal da população entre 2014 e 2016, apesar de aumento de 8,7%. Em 2014, o valor de R$ 802 deixou o Estado no 12º lugar. No ano passado, com média de R$ 872 (inferior ao salário mínimo de R$ 880 de 2016), o Estado ficou no 17º lugar. O valor está abaixo da média nacional de R$ 1.226, que subiu 10,1% em relação a 2015. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2015, a renda média dos domicílios pernambucanos era de R$ 825, na 14ª posição. Em um ano, a alta foi de apenas 5,7% em Pernambuco. O IBGE não leva em consideração o aumento da inflação, o crescimento é apenas nominal. Estados como Sergipe ultrapassaram Pernambuco, saindo da 19ª posição em 2015 para a 16ª em 2016. Rio Grande do Norte deu um salto do 16º para o 13º lugar.
"Pernambuco foi um dos estados que mais sofreram com a crise em termo de emprego, principalmente. Temos muitos investimentos afetados, muitos não foram nem concluídos ainda. Isso afetou os resultados. Estamos preparados para tão logo o Brasil voltar a melhorar, Pernambuco avançar como antes da crise", explica o governador Paulo Câmara.
Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores.
A pesquisa mostrou que, entre as 27 unidades federativas, 20 ficaram abaixo da média nacional. Porém, à exceção do Amazonas, que teve queda no rendimento, todos os outros Estados tiveram melhora na renda per capita. No entanto, 11 Estados ainda têm renda por habitante mais baixa do que o salário mínimo nacional de 2016.
Os Estados com as menores rendas do País são Maranhão (R$ 575), Alagoas (R$ 662) e Pará (R$ 708). O Distrito Federal lidera o ranking de rendimentos per capita R$ 2.351 em 2016, alta de 4,3% frente ao verificado em 2015.
São Paulo encerrou o ano passado com renda per capita de R$ 1.723, alta de 16,2% em relação ao apurado em 2015. A renda do Rio foi de R$ 1.429, alta de 11,2% frente a 2015. À exceção de Roraima (R$ 1.068), todos os Estados que têm renda acima de R$ 1.000 estão nas regiões Centrooeste, Sul e Sudeste.
De acordo com Cimar Azeredo, técnico da coordenação de Trabalho e Renda do IBGE, os dados mostram que o País ainda é muito desigual, com discrepância grande entre os Estados do Sul e do Norte do País. Os dados são um dos critérios do Tribunal de Contas da União para a definição da divisão do fundo de participação dos Estados.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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