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Pedágio do Paiva mais caro

30 de maio de 2013
Os motoristas que circulam pelo pedágio do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, vão pagar mais caro pela tarifa, a partir do próximo dia 14. O reajuste será de 6,49%, acompanhando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses, previsto no contrato de concessão da Rota dos Coqueiros, que opera o pedágio. A taxa para os carros de passeio vai subir de R$ 4,10 pra R$ 4,40 (nos dias de semana) e de R$ 6,20 para R$ 6,60 (no fim de semana). A média de veículos trafegando pela estrada é de 7 mil por dia.

O percentual de reajuste é aprovado pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) e corrigido anualmente. Os novos valores serão aplicados para todas as nove categorias de veículos que circulam pelo acesso do Paiva (automóveis, caminhonetes, caminhões, furgões, motocicletas, ônibus, caminhões leves, bicicletas a motor e motonetas). As novas tarifas vão variar de R$ 2,20 (motos) a R$ 26,40 (caminhão com reboque) nos dias de semana e de R$ 3,30 a R$ 39,60, no fim de semana. A Rota dos Coqueiros é formada por uma via de 6,2 quilômetros e uma ponte de 300 metros, ligando os municípios de Jaboatão dos Guararapes ao Cabo de Santo Agostinho.

 
"É a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do sistema rodoviário do Brasil e estamos conseguindo atingir índices de excelência, tanto na avaliação do governo de Pernambuco, quanto do usuário", comemora o presidente da Concessionária Rota dos Coqueiros, Elias Lages. A concessionária é formada por empresas do Grupo Odebrecht e pelo Grupo Cornélio Brennand e recebeu investimento de R$ 110 milhões na construção do equipamento de infraestrutura. A Rota dos Coqueiros gera 135 empregos na área operacional e nos serviços de guincho e ambulância oferecidos aos usuários.
 
O pedágio começou a operar em junho de 2010. Num primeiro momento, o investimento foi realizado para viabilizar acesso viário ao complexo turístico-imobiliário da Reserva do Paiva, mas também acabou se transformando em corredor viário alternativo para quem precisa chegar no Porto de Suape. A Rota dos Coqueiros tem concessão para operar o pedágio por 33 anos (até 2039). O contrato de PPP, firmado em 2006, prevê a receita própria do pedágio e uma contrapartida do governo de Pernambuco. Quando a receita do pedágio for suficiente para cobrir todos os custos, o governo deixa de arcar com a contrapartida. Hoje, o Estado paga R$ 1 milhão por mês e a arrecadação do pedágio também é de R$ 1 milhão.
 
"A contrapartida do governo fica condicionada à qualidade da prestação dos serviços. A Rota passa por auditorias mensais, realizada por auditores independentes, para avaliar a eficiência. Nossa nota média (de 0 a 10) é 9,6", destaca Lages. 

Fonte: Jornal do Commercio

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