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PCR faz apelo por abertura da Vila Naval

11 de maio de 2013
A Prefeitura do Recife enviou, na tarde de ontem, correspondência à Capitania dos Portos de Pernambuco, solicitando a abertura das Ruas do Cais e Dona Leonor Porto, ocupadas pela chamada Vila Naval, na margem leste da Avenida Cruz Cabugá, uma das principais ligações da capital com Olinda. A Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano quer usar as vias como rota alternativa durante a construção de eixo do Corredor Norte-Sul, que deve começar na primeira quinzena de junho e promete congestionar ainda mais a Cruz Cabugá. O governo do Estado tenta há dois anos a liberação da área, mas a Marinha reivindica contrapartida.
O secretário João Braga assinou ofício que seguiu ontem em nome do capitão de mar e guerra Cláudio Grilli, comandante da Capitania dos Portos de Pernambuco. A Marinha ainda aguarda a chegada do documento para se manifestar sobre o caso. "A Marinha tomou conta dessas vias, mas a rua é pública e agora precisaremos dela", enfatizou Braga. Segundo ele, as duas vias constam no catálogo de ruas do Recife. "Caso a Capitania dos Portos não tenha meios para execução da demolição das construções na área, o Executivo Municipal assumirá a responsabilidade", afirma a pasta, em nota.
 
A rota pela Vila Naval seria um prolongamento da Avenida Artur Lima Cavalcante, ligando a Ponte do Limoeiro ao Complexo de Salgadinho, no limite entre as duas cidades, margeando o Rio Beberibe. Braga ressalta que, sem a liberação da área militar, o tráfego entre o Recife e Olinda será bastante afetado, com repercussões negativas inclusive na já saturada Avenida Agamenon Magalhães, por onde trafegam mais de 100 mil veículos por dia.
 
"Mandamos a correspondência pedindo a abertura das duas vias. Trata-se de uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma obra de elevada importância para o transporte público, com a implantação do corredor de BRT (Bus Rapid Transit). Não podemos abrir mão dessa área. É uma área pública, quem define o uso da rua é a prefeitura e temos a necessidade", afirmou João Braga.
 
Na semana passada, em nota, o 3º Distrito Naval informou que não era contrária à liberação do sistema viário da Vila Naval, mas cobrou uma contrapartida governamental para derrubar o muro erguido há mais de década, que transformou a vila numa espécie de ilha de segurança, isolada da cidade e com uma privilegiada visão do Rio Beberibe. A Força pede, em troca da área, apartamentos residenciais para acomodar militares.

Fonte: Jornal do Commercio

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