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Paulo e Renata com diferentes nomes
4 de janeiro de 2022Tendo que definir um candidato a governador até o dia 31 deste mês, o PSB vive um impasse entre o secretário da Casa Civil, José Neto, que é defendido pelo próprio governador Paulo Câmara; e o deputado federal Tadeu Alencar, que seria quadro apoiado por Renata Campos, mãe do prefeito do Recife, João Campos, segundo apontam socialistas em reserva.
No entanto, setores do partido ainda não têm uma certeza concreta de que o ex-prefeito Geraldo Julio esteja fora do páreo, o que contribui para atrasar a definição do candidato.
Durante a celebração da Missa de Ação de Graças, no último dia 30, na Matriz de Casa Forte, João fez questão de enaltecer a gestão de Geraldo e enfatizar a relação pessoal que os dois possuem. “Então eu quero aqui publicamente, Geraldo, agradecer tudo o que você já fez por mim, pela nossa amizade e dizer que nós vamos estar sempre juntos. A gente tem uma oportunidade hoje de governar a cidade do Recife, e saber que é muito mais fácil quando a gente recebe uma casa organizada, pra gente poder dar continuidade e seguir trabalhando”, declarou o atual prefeito, na ocasião.
Enquanto isso, estavam juntos no outro lado da igreja Paulo Câmara; o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira; e José Neto – o que reforçou a leitura de que o governador também quis passar seu recado quanto a ser o principal condutor desse processo de sucessão estadual.
“Existe uma corrente forte dentro do PSB de que a escolha tenha que partir de uma opção política. Um candidato com perfil mais atuante e com mandato eleito. Ainda que não seja a decisão do governador, a escolha deveria seguir nesse sentido”, afirmou uma fonte, em reserva.
Um fato curioso é que, diferentemente das celebrações em anos anteriores, foi notada a ausência de parlamentares estaduais e federais, inclusive dos nomes especulados para a majoritária, como Tadeu Alencar e o líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral. Foram convidados apenas os secretários estaduais e municipais, além dos dirigentes partidários, como Siqueira e Sileno Guedes. A falta de um convite formal teria sido para evitar pressão em torno destas especulações já citadas.
Em paralelo, no mesmo dia, Siqueira participou de uma rápida reunião no Palácio do Campo das Princesas, que contou com a presença de João, Tadeu, Danilo, Sileno e Milton Coelho. Na pauta, o presidente nacional reforçou que o nome a ser indicado para disputar o Governo de Pernambuco será do PSB, validado pelo governador.
Alencar deixou claro que não haverá rixa dentro do PSB e que a decisão do candidato terá o apoio de todos do partido. “Existe uma percepção de responsabilidade política de dar sequência a esse legado e mostrar que o PSB tem condições de continuar governando o Estado, porque isso é bom e fez bem aos pernambucanos”, declarou ao JC.
Sobre ser colocado como uma forte opção como cabeça de chapa da majoritária, Tadeu disse que seria indelicado tratar de nomes, já que essa prerrogativa é do governador. “Nós vamos ter um nome e será do PSB. Ele terá atributos para conseguir essa unidade, e conseguir animar o partido e a sociedade. Qualquer nome terá apoio do partido”, finalizou.
FEDERAÇÃO
A bancada federal do PSB se reuniu ontem para tratar da federação partidária. Já havia sido apresentado um indicativo aprovando essa nova regra eleitoral, mas as recentes movimentações do PT e PSB parecem distanciar essa concretização.
De Pernambuco, foi reiterado o apoio da federação com o PT e PCdoB, entretanto, os parlamentares que representam o estado de São Paulo, se mostraram contrários a formar essa unidade com os petistas. Existe uma insegurança quanto às pretensões do PT em selar apoio nos estados que têm a preferência do PSB.
Essa problemática estadual tem sido o grande entrave para se chegar a um entendimento sobre a federação, que tem sido colocada em segundo plano. No caso de São Paulo, não há disposição do ex-prefeito Fernando Hadadd (PT) e nem do ex-governador Márcio França, de abrirem mão da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Socialistas veem que existe uma verdadeira corrida contra o tempo e que neste momento era para se estar trabalhando com os partidos envolvidos nesse debate, a formulação de um estatuto que possa preservar questões importantes como os cenários a serem desenhados nas próximas eleições. Para validar a federação partidária, as agremiações devem atuar em conjunto pelos próximos quatros anos.
Fonte: Jornal do Commercio
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