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Partidos ainda ‘em cima do muro’

6 de dezembro de 2017

Enquanto o governo e partidos da base aliada pressionam o PSDB a obrigar seus parlamentares a votarem a favor da reforma da Previdência, os tucanos demonstram resistência em dar o primeiro passo. Ontem, o governador Geraldo Alckmin (SP) disse que apoia a proposta, mas que “fechar questão” depende dos deputados.

Candidato único à presidência do partido, Alckmin foi pessoalmente à Câmara para conversar com parlamentares e defender que se posicionem pela aprovação da matéria. “Acho que não há unanimidade em nenhum partido, mas há espaço para convencimento, e eu vou procurar ajudar”, declarou após reunião com a bancada do PSDB na Câmara. Alckmin não defendeu, no entanto, que a sigla feche questão sobre o assunto.

Dois partidos da base – PP e PRB, que juntos têm 68 deputados – convocaram ontem reuniões de suas diretorias executivas. Havia a expectativa de que eles anunciassem o fechamento de questão a favor da reforma, o que acabou não ocorrendo. A pressão da base aliada é para que o PMDB, partido do presidente Michel Temer e que tem a maior bancada na Câmara (60 deputados), tome a dianteira nesse processo. “O PMDB tem que dar o exemplo”, defendeu o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

O líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), sinalizou que a “maioria absoluta” da bancada na Câmara é favorável à proposta e, por isso, encaminhou à executiva nacional do partido o pedido para fechamento de questão. A reunião para bater o martelo deve acontecer até amanhã.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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