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Para parlamentares, crise vai continuar
10 de junho de 2017Michel Temer (PMDB) segue como presidente da República após a chapa que o elegeu junto com a expresidente Dilma Rousseff (PT) ser absolvida no julgamento realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao longo desta semana e finalizado ontem, mas para políticos pernambucanos de partidos diversos o peemedebista terá suas condições de governabilidade reduzidas.
Contribuem para isso a possibilidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolar uma denúncia criminal contra Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), uma possível debandada do PSDB da base de apoio da gestão peemedebista e as chances de que surjam novas delações no decorrer dos próximos dias.
"O governo é de uma fragilidade indiscutível. Há expectativa de oferecimento da denúncia contra o presidente pela Procuradoria-geral da República e também especula-se sobre novas delações que venham trazer elementos que agravem mais o quadro", avalia o senador Armando Monteiro Neto (PTB).
Para o deputado federal André de Paula (PSD), que integra a base de apoio do governo, os dias de Temer à frente da Presidência não devem ser longos.
"O presidente afasta uma pedra, mas tem uma pedreira pela frente e tem, a meu ver, vida curta. Ele perde a cada dia o maior ativo que um governo tem, que é a energia, a capacidade de governar, a liderança. Ele se livra do TSE hoje (ontem) e na segunda tem a saída ou não do PSDB da base de apoio", aponta.
Na avaliação de André de Paula, apesar de Temer ter uma boa relação com deputados e senadores, o Congresso pode acatar um possível pedido do STF para afastar o presidente por 180 dias.
"A preço de hoje, ele tem apoio, mas em política não há verdade absoluta. A frustração da sociedade se acentua e no ano que vem tem eleição e o político é temente do voto. O fato de um deputado ser de um partido da base não significa que ele vai agredir a opinião pública ou votar contra a consciência", diz, sinalizando os problemas que o peemedebista poderá ter em um futuro próximo.
Embora seja do PSDB, o deputado federal Betinho Gomes diz que não é possível cravar se o partido desembarcará do governo nesta semana. "Não tenho como fazer alguma aposta porque não há uma tendência muito clara", destaca.
Para ele, hoje o peemedebista teria como evitar que o Congresso dê carta branca para que seja afastado da Presidência. "Em tese, ele tem apoio, mas se terá daqui a uma semana ou um mês vai depender dos acontecimentos", ressalta.
O senador Humberto Costa (PT) é mais ácido na avaliação e enfatiza que o governo Michel Temer por um fio.
"A situação é insustentável. É um presidente natimorto que sobrevive às custas de uma base política fisiológica, que o mantém única e exclusivamente por conta de interesses nada republicanos", critica.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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