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Para os próximos 20 anos

20 de junho de 2013
Melhorias na saúde, na educação, no transporte público. Um “padrão Fifa” de sociedade. Estes são alguns dos anseios dos pernambucanos, que prometem ir às ruas hoje protestar por estes e outros pontos. E são estas propostas que o estado diz querer conhecer. Ontem, o governo, junto com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), lançou o Pernambuco 2035, um planejamento estratégico que organizará direcionamentos para o futuro, orientando a gestão pública nos próximos 20 anos.
 
Para elaboração do programa, o governo e o MBC contrataram um consórcio formado por três consultorias pernambucanas: TGI, Ceplan e Macroplan. O projeto será dividido em quatro fases. A primeira, que está sendo realizada neste mês, é o planejamento e mobilização para o projeto. Em um segundo momento será realizada a formulação estratégica, onde será feita a pesquisa de opinião pública, análise de oportunidade e experiências. Por fim, no primeiro semestre de 2014, será realizada a divulgação do plano.
 
“Para quem não tem rumo, qualquer caminho serve. Não é isso que queremos. Os movimentos sociais estão construindo uma nova agenda e não podemos esperar acontecer. A sociedade está pautando a agenda das próximas décadas e nós precisamos tratar um planejamento estratégico para atender a estas demandas”, disse a representante do consórcio técnico Pernambuco do Amanhã, a economista Tânia Bacelar. 
 
O desenvolvimento do projeto poderá ser acompanhado pelo www.pernambuco2035.com.br. Nele, as pessoas poderão se cadastrar e registrar sugestões que possam contribuir com a elaboração do plano. Para contribuir, é preciso responder a pergunta: “Que futuro você deseja para Pernambuco em 2035?”. As respostas serão analisadas pelos consultores.
 
“Aqui se rompe um certo ciclo que é imaginar que a emergência do curto prazo não deixa tempo para se pensar no longo prazo. Vamos pensar no longo prazo com foco nas entregas que temos para fazer no curto prazo. A proposta é construir uma política de direitos para transformar sonhos, inquietações, desejos, em direitos e projetos”, afirmou o governador do estado, Eduardo Campos.
 
A iniciativa nasce em meio à expectativa de que Pernambuco cresça em média 6,3% ao ano nas próximas décadas e alcance, em 2035, um PIB estimado em R$ 283 bilhões. Segundo o diretor presidente do MBC, Erik Camarano, será oferecido ao governo todo o suporte necessário para elevar o estado a um novo patamar, mantendo sua capacidade de atrair investimentos e oferecendo qualidade de vida à população. 
 
Sobre os custos do projeto, o secretário de Planejamento, Frederico Amâncio, disse que ainda não há como mensurar. “O MBC é quem realiza a captação dos recursos. Os empresários também participam do projeto, então, a princípio, não temos custos.” 

Fonte: Diario de Pernambuco

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