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Para Maia, Previdência é a mais importante reforma
3 de janeiro de 2018O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou as redes sociais ontem para voltar a defender a aprovação da reforma da Previdência. Segundo Maia, a reforma é importante para solucionar o desequilíbrio fiscal do País e adiar a votação da proposta é empurrar para o futuro a urgência de uma agenda social que mude de fato a vida do brasileiro.
Em mensagens publicadas no seu perfil no Twitter, o presidente da Câmara disse que a mudança nas regras da aposentadoria é a mais importante reforma social do País.
O projeto da reforma, enviado pelo governo e alterado algumas vezes no Congresso para deixar as mudanças menos duras, está previsto para ser votado pelos deputados no dia 19 de fevereiro.
“Há uma urgência, sim, que o Brasil volte a ser um País seguro para atrair investimentos. Mas mais do que isso, aprovar a reforma é a única forma de garantirmos que o aposentado, o servidor público e o trabalhador jovem irão receber suas aposentadorias num futuro próximo”, escreveu Maia.
Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, a reforma da Previdência precisa ser aprovada duas vezes por 308 dos 513 deputados, antes de ser analisada no Senado, também em dois turnos.
Aliados do presidente Michel Temer que estão envolvidos nas negociações, como o deputado Beto Mansur (PRB-SP), devem começar a retornar a Brasília no dia 10.
Ministros dizem que estão “mais animados” com a possibilidade de votação em fevereiro do que estavam em dezembro, quando a matéria não foi colocada em votação.
RATING
O adiamento da votação da reforma da Previdência para fevereiro, no entanto, pode ter um efeito colateral frustrante: fazer com que as agência de classificação de risco de crédito antecipem o rebaixamento da nota do Brasil.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, agência Standard & Poor’s seria a primeira a tomar essa decisão. Moody’s e Fitch acompanhariam o movimento, deixando o País ainda mais distante do selo de bom pagador.
Na última semana, circularam no mercado informações de que a S&P poderia rebaixar a nota do Brasil já no início do ano. Atualmente, o país tem nota BB na agência, dois degraus abaixo do chamado grau de investimento.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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