Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Palanque de 2018 atrelado a reformas

6 de maio de 2017

O senador Armando Monteiro Neto (PTB) tem pouco tempo para conciliar o discurso político com o palanque para disputar o governo do estado. Armando é cotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser candidato ao governo do estado em 2018, mas a postura que ele vai assumir no Senado, durante as votações da reforma trabalhista e da Previdência, terá um peso para o eleitor que discorda dessas mudanças.

Centrais sindicais, movimentos populares e até mesmo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão indo às ruas contra as duas reformas e o parlamentar pretende votar a favor, segundo tem confidenciado aos aliados. Mas a pressão é grande para quem quer concorrer ao Palácio das Princesas. Na última greve geral, no dia 28 de abril, milhares de pessoas  – 200 mil segundo os organizadores – participaram dos protestos na Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife, e os sindicatos exibiram fotos e cartazes dos parlamentares que votaram a favor.

Ligado ao setor empresarial, Armando Neto acredita que a reforma trabalhista enviada ao Senado não feriu direitos fundamentais do trabalhador, mas a CUT e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, por exemplo, alegam que houve mais de 100 alterações em artigos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O senador ainda afirma ser preciso discutir mudanças na Previdência sem demagogia, porém é justamente esta reforma que mais tem incomodado os trabalhadores.

A questão é tão polêmica que dois de seus mais próximos aliados em Pernambuco – o líder da oposição estadual, Silvio Costa Filho (PRB), e seu pai, o deputado federal Silvio Costa (PTdoB), vice-líder da minoria na Câmara – dizem ser contrários às reformas trabalhista e previdenciária.

A divergência virou até motivo de provocação dos aliados do governador Paulo Câmara (PSB). Armando, Silvio e Silvinho não costumam externar posições políticas diferentes desde que estão no mesmo grupo – consolidado no início dos anos 2000. Na época, Armando rompeu a aliança com Jarbas Vasconcelos (PMDB), que era governador.

A diferença de Armando, Silvio e Silvinho, neste momento, é que os dois últimos estão afinados com a militância petista e a posição contra as reformas. Lula, inclusive, fez convite a Silvio Costa para que ele fosse candidato ao Senado pelo PT. Armando Monteiro, por sua vez, continua fazendo apostas para 2018 entre os campos mais polarizados da política nacional. Ele recebeu convite para se filiar ao PDT – partido que recentemente expulsou o deputado federal pernambucano Carlos Eduardo Cadoca por votar a favor da reforma trabalhista. Mas também fez afagos para que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), entrasse no PTB.

Armando tem histórico como presidente da Confederação Nacional das Indústrias e da Fiepe, mas é aliado do PT desde 2006, inclusive foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior da ex-presidente Dilma Rousseff – ficou no cargo até maio de 2016. Nas reformas, ele vai ser pressionado pelos dois lados.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

Notícias