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País vai gerar menos empregos

24 de julho de 2013
O governo federal revisou a estimativa de criação de empregos para 2013. A meta inicial foi reduzida de 1,7 milhão para 1,4 milhão. O motivo: o fraco desempenho do mercado de trabalho no primeiro semestre do ano. De janeiro a junho foram geradas 826,1 mil vagas com carteira assinada, o pior desempenho desde 2009, quando foram registrados 397,9 mil empregos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Pernambuco registrou queda de 1,84% no número de vagas, com o corte de 24.489 postos de trabalho no semestre.
 
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, confirmou a redução para 1,4 milhão de vagas formais durante a divulgação dos dados do Caged. Ele explicou que a conjuntura do mercado de trabalho e da economia não permitem que se façam as mesmas previsões. “As causas que vão determinar a criação de empregos eu não posso prever. O Brasil ainda não entrou na crise de emprego que atinge outros países. Mas quem disse que vamos ficar permanentemente nesta situação? Apesar disso, acho que vamos nos manter, devido às políticas públicas”.
 
Para manter o ritmo da criação de empregos até o final do ano, o ministro aposta em investimentos públicos e privados, especialmente em grandes obras, como portos, aeroportos e projetos de mobilidade urbana. Segundo ele, esses investimentos permitem que o governo tenha uma visão positiva. Os setores com os melhores desempenhos nos primeiros seis meses do ano foram o de serviços (361,1 mil postos), a indústria (186,8 mil) e a construção civil (133,4 mil).
 
Em Pernambuco, o número de empregos com carteira em junho somou 4.445, menos da metade das 10.485 vagas criadas em junho de 2012. Petrolina mantém a liderança, com 2.039 vagas formais, puxada pelo bom desempenho da fruticultura irrigada. O município de Ipojuca ocupa o segundo lugar, com 1.562 empregos com carteira, à frente de Recife, com 1.086 postos de trabalho. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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