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País terá 4 mil médicos de Cuba

22 de agosto de 2013
BRASÍLIA – O governo brasileiro importará 4 mil médicos cubanos para suprir parte das vagas do programa Mais Médicos. Os primeiros 400 profissionais estarão no Brasil já na segunda-feira, para participar do primeiro período de treinamento do programa, e serão alocados em parte das 701 cidades não colocadas como opção por nenhum médico brasileiro ou estrangeiro inscrito, 84% delas no Norte e Nordeste. Até novembro, todos deverão estar no Brasil.

O acordo para a vinda dos cubanos envolve os ministérios da Saúde do Brasil e de Cuba e a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), que fará o contrato com a ilha. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Brasil repassará à Opas a mesma quantia paga aos médicos brasileiros: R$ 10 mil por mês, mais custos de mudança, num total de R$ 511 milhões até fevereiro de 2014.

 
Todos os recursos serão entregues ao governo cubano, que fará o pagamento. O representante da Opas no Brasil, Joaquín Molina, disse não saber quanto cada um ganhará.
 
Padilha garantiu que o acordo foi fechado ontem entre a Opas e os dois países e que adiantou a vinda dos primeiros 400 profissionais para que participem da primeira rodada de treinamento e avaliação, de três semanas.
 
O Ministério da Saúde teria conseguido médicos com residência em saúde da família, que tivessem experiência internacional e em países de língua portuguesa. "Desses, 30% têm também outras especializações e possuem, no mínimo, 16 anos de experiência", disse o ministro. Padilha afirmou que a Opas continua buscando parcerias com outros países e ONGs interessados.
 
Ao contrário das inscrições individuais, os médicos cubanos não poderão escolher para que cidades serão enviados. Até agora, o programa conseguiu preencher apenas 15% das mais de 15 mil vagas pedidas pelas prefeituras de 3.511 municípios. Outra fase da seleção foi aberta segunda-feira.
 
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota em que considera "eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso" o anúncio da contratação de médicos cubanos. 

Fonte: Jornal do Commercio

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