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País perde mais vagas de emprego

28 de julho de 2016

O emprego com carteira assinada prossegue em queda no país. Em junho foram fechados 91.032 postos formais, puxado pelo desempenho negativo da indústria de transformação (?31.102), da construção civil (?28.149) e do setor de serviços (?42.678). Em seis meses, 531.765 trabalhadores perderam o emprego formal, totalizando 1,76 milhão de vagas eliminadas nos últimos 12 meses (junho de 2015 a junho de 2016).Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho indicam o encolhimento do mercado de trabalho formal atingido pelos efeitos da recessão econômica. A expectativa é a de que a economia reaja no segundo semestre estimulando as contratações de mão?de?obra temporária para o final do ano.

Até junho, os desligamentos de trabalhadores foi maior do que as contratações. Em quatro das cinco regiões, apenas o Centro?Oeste registrou o aumento de 3.110 empregos, desempenho alavancado pelas atividades do agronegócio. O Sudeste apresentou a maior perda, de 47.524 postos com carteira, influenciado principalmente pelo fechamento de 18.558 vagas na construção civil e de 10.549 no comércio varejista. O Nordeste eliminou 16.223 empregos com carteira no mês. Entre os estados, Minas Gerais apresentou desempenho positivo com a criação de 4.567 vagas com carteira. São Paulo liderou o resultado negativo com a eliminação de 29.915 postos formais em junho.

O setor de serviços, um dos que mais emprega no país, eliminou 42.678 vagas formais no mês, com o desempenho negativo de serviços de comércio e administração de imóveis, cuja perda foi de 18.022 postos. Enquanto a indústria de transformação prosseguiu ladeira abaixo com o fechamento de 31.102 postos com carteira, puxado pelos ramos de produtos alimentícios (?5.586), metalúrgica (?5.301) e mecânica (?4.392). No comércio foram reduzidas 26.787 ocupações formais, cuja perda foi liderada pelo comércio varejista com o corte de 22.050 postos.

O economista e consultor Écio Costa destacou a construção civil como o setor mais atingido pelo desemprego nos últimos meses no Brasil. Segundo ele, a perda de postos de trabalho se deve à queda de 25% da atividade econômica no setor entre 2014/2015 e de 15% no comparativo entre junho de 2015 e junho de 2016. Em sua opinião, a situação do setor poderá reverter neste segundo semestre com a retomadas dos investimentos.

“As perspectivas são de melhora diante da liberação de mais crédito e novas linhas de financiamento pela Caixa Econômica Federal, o que poderá levar a retomada dos lançamentos de imóveis”. Em contrapartida, ele chama a atenção para a agricultura, como o único setor positivo com a oferta de 38.630 empregos, impulsionado pelo agronegócio exportador.

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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