Notícias
Os dias que marcaram o País
30 de junho de 2013Três semanas sem que milhares de pessoas deixem as ruas em várias cidades do País. É em plena Copa das Confederações. É ano pré-eleitoral. A pressão das ruas leva a presidente Dilma Rousseff (PT), o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e vários prefeitos e governadores do País a agir. A proposta de um plebiscito para a reforma política é feita pelo governo federal. Antes apoiado por grande parte dos deputados, a PEC 37 é derrotada por um placar de lavada. O Senado desengaveta e aprova o projeto de lei, ainda que com limites, que torna corrupção um crime hediondo. Pressionados, gestores estaduais e municipais aprovam o "Passe Livre" e cancelam o aumento de tarifas para o transporte público. Esta que foi a reivindicação primeira da "Revolta dos R$ 0,20", que analistas já descrevem como a de maiores proporções na história recente, deixando para trás a massa que tomou o Brasil pedindo "Fora Collor", em 1992.
Nos últimos 24 dias, os brasileiros estão sendo observados pelo mundo. Os olhos estão arregalados. E não é pelo futebol. É impossível mensurar o impacto político e social nas instâncias de Poder provocado pelo movimento de bandeiras "dispersas", como apontam analistas. De slogans publicitários: #OGiganteAcordou e #vemprarua. O professor e cientista político da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcos Costa Lima enxerga como principal causa da "Revolta dos R$ 0,20" o distanciamento que se aprofundou entre representados e representantes. "Aqui temos uma democracia, um governo que conseguiu distribuir renda. Mas as tecnologias também permitiram uma mobilidade e liberdade maior das informações que não existia antes. Fez com que a juventude passasse a dialogar e criticar o que vem acontecendo. Há um distanciamento da articulação da alta política, dos governos e instituições com a população. E isso gera um terreno muito fértil", diz.
Para Costa Lima, a juventude, que lançou a primeira faísca no protesto em São Paulo, soube "oportunizar" o momento. "Não existe uma causa só. Há também o catalizador do Congresso, que está se lixando para o que pensa a opinião pública, tem salários extravagantes e mordomias. Que quando o País está querendo se abrir para políticas dos direitos humanos, antirracista, vem o Congresso e indica deputado pastor Feliciano na direção contrária", disse. O cientista político e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Manuel Sanches, acredita que agora dá para notar apenas sinais de mudança no comportamento político. "São pontuais e ocorreram sob pressão. Podem se cristalizar até as eleições. Mas não há nenhuma mudança institucional, nada que altere o jogo político", opinou.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]