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Os desencontros sobre as reformas

27 de abril de 2017

Depois de divulgar uma nota afirmando ser favorável à Reforma da Previdência e de gravar um vídeo para o governo federal apoiando a Reforma Trabalhista, o governador Paulo Câmara (PSB) falou sobre os dois temas ontem após um evento na área de Segurança (leia mais em Cidades). O socialista deu declarações contraditórias sobre os dois assuntos e salientou que o fechamento de questão do PSB contra as reformas só vale para a Trabalhista.

Paulo reiterou que não concorda que o PSB feche questão contra a Reforma da Previdência por achar que o projeto ainda pode mudar de forma que beneficie os trabalhadores.

"O que tenho dito é que se houver tempo de discussão e procurar aperfeiçoar o projeto, por que não fazer isso? Por que fechar portas? Sou uma pessoa que busco permanentemente o diálogo. Acho que nessa Reforma da Previdência, a partir dos avanços que houve entre o primeiro projeto e o segundo, pode se chegar a um ponto ainda melhor, que possa garantir os direitos. Defendo que a gente não feche portas. Temos algumas semanas (até a votação do projeto em plenário)", disse.

No entanto, na mesma entrevista, o governador acabou dando razão ao PSB apesar de pregar mudanças na proposta que está em discussão no Congresso Nacional e o diálogo sobre a reforma previdenciária. "A gente tem que aprimorar a Reforma da Previdência. Agora, do jeito que está, o partido decidiu acertadamente porque tem alguns pontos que podem melhorar", afirmou.

Em um vídeo gravado para o Palácio do Planalto, o governador declarou, sem qualquer "senão", que a Reforma Trabalhista precisa ser feita. "O Brasil precisa avançar. Hoje é um País com pouca produtividade e com alta carga custo trabalhador. Isso precisa ser revisto. O Brasil precisa ser um País produtivo, em que o trabalhador possa ganhar bem e não onere tanto as indústrias. Isso precisa ser bem discutido e o momento é esse", pontuou.

Já na entrevista de ontem, o governador reforçou que a Reforma Trabalhista precisa ser feita, porém deu aval ao PSB, que é contrário à medida. "O PSB fechou questão para não votar porque ela vai de encontro a posições históricas do partido em relação a direitos garantidos aos mais vulneráveis. Eu acato a posição do partido. A gente, como dirigente e filiado ao PSB, respeita e apoia as decisões da Executiva nacional", opinou .
Paulo avaliou que as manifestações marcadas para amanhã são positivas, mas não quis enfatizar se vai cortar o ponto dos funcionários públicos que resolverem aderir à paralisação e passou a responsabilidade paras os secretários (leia o depoimento dele na página 4). O governador também disse que convocaria a bancada federal para conversar sobre a Reforma da Previdência, porém não respondeu se iria pedir para que os deputados pernambucanos contrários à proposta do governo Temer (PMDB) mudem de voto. Entre eles, estão Danilo Cabral e Tadeu Alencar, ambos do PSB.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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