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Os bilhões de reais gastos e a eficiência da Justiça Eleitoral

8 de outubro de 2024

A Justiça Eleitoral do Brasil previu em seu orçamento um custo de R$ 11,8 bilhões para o ano de 2024. Depois, esse custo precisou ser revisto quando o Congresso Nacional aumentou o fundão eleitoral, aquele que beneficia a eles próprios, de R$ 1,2 bilhão para R$ 4,9 bilhões.

Estamos falando de um custo diário de no mínimo uns R$ 30 milhões por dia para manter a instituição. Você não leu errado. A Justiça Eleitoral custa até R$ 30 milhões por dia no Brasil.

E ninguém aqui vai discutir a importância da instituição. Não fosse por ela, teríamos um caos estabelecido no país a cada eleição. Mas, com esse gasto todo, é demais esperar que eles consigam julgar processos contra candidatos em campanha para evitar que eles cheguem às urnas?

A incerteza cara
Senhoras e senhores, isso deveria ser o mínimo. O problema é que mesmo gastando R$ 30 milhões do nosso dinheiro todo dia, candidatos chegam ao dia da votação em condição sub judice, com os eleitores dos processados sem saber se o voto neles vai valer alguma coisa e com os adversários sem saber se podem comemorar ou não.

Terá diploma?
Em Pernambuco, houve três casos com maior evidência. Em um deles, Agrestina, o problema se extinguiu porque o candidato perdeu a eleição. Mas é dramática a situação de Cabo de Santo Agostinho e Goiana, por exemplo.

Os postulantes que venceram as eleições não sabem se serão diplomados, os eleitores não sabem se o voto deles valeu e ninguém sabe se haverá prefeito em janeiro de 2025.

Tudo isso, toda essa confusão não resolvida, custa R$ 30 milhões por dia. A hora dos juízes é cara demais para tanta indefinição.

Bonde
Quando essa indefinição se prolonga para a urna e ultrapassa até o segundo turno em algumas cidades, é possível dizer que há um prejuízo imenso para o processo democrático. Principalmente porque não estamos falando de um país com elevada cultura e consciência política formada.

A discussão sobre política no Brasil é um emaranhado de suposições rasas, demagogia barata e convicções de botequim. Quando a Justiça Eleitoral, responsável por colocar ordem mínima na bagunça que é isso aqui, perde o bonde do calendário, todo mundo perde o rumo junto.

E cada dia perdido, repito, custa R$ 30 milhões.

 

Fonte: Jornal do Commercio

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