Notícias
Orçamento deverá ter rombo até 2020
16 de agosto de 2017Após uma semana de embates com a ala política do governo, a equipe econômica anunciou ontem à noite que as metas fiscais de 2017 e 2018, de déficits de R$ 139 bilhões e R$ 129 bilhões, respectivamente, serão ampliadas para R$ 159 bilhões. O anúncio foi feito pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento). Uma meta de déficit maior permitirá que o governo acomode frustrações de receita e descongelamento de gastos bloqueados, evitando a paralisação de serviços públicos. Mas fará aumentar a dívida do governo, que precisará tomar recursos emprestados no mercado para financiar as despesas. O governo também avisou que a virada esperada para 2020, quando prometia que os números voltariam ao azul, não vai mais acontecer.
A decisão foi marcada por disputas entre a equipe econômica e políticos, o que adiou a definição da nova previsão oficial para o rombo nas contas públicas. Os políticos que apoiam o governo defendiam déficit de R$ 177 bilhões, abrindo espaço no orçamento 2018 para acomodar gastos com obras e projetos patrocinados por parlamentares por emendas ao orçamento. Em meio à pressão, Meirelles havia afirmado que o anúncio da revisão deveria ficar para hoje, mas o presidente Michel Temer determinou que a divulgação ocorresse ainda ontem. Ele ficou incomodado com críticas do PSDB à demora na definição. A ideia é que o presidente argumente, em reuniões marcadas para hoje com empresários, que a ampliação foi necessária porque houve frustração na arrecadação. Segundo Meirellesa frustração de receitas foi, em parte, por causa da queda da inflação nos últimos meses. O governo informou ainda que sua projeção para o crescimento da economia brasileira no próximo ano caiu de 2,5% para 2%.
Ontem, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou projeto que torna crime de responsabilidade a alteração da meta fiscal do país no segundo semestre do ano. Para passar a valer, a proposta precisa passar pelo plenário da Casa e pela Câmara. Segundo o texto do projeto, de autoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a meta fiscal só poderia ser alterada após agosto por “razões alheias à gestão fiscal, de forma devidamente fundamentada e em decorrência de calamidade pública, guerra ou crises internacionais”.
Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]