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Operações compromissadas. O que é isso?

7 de outubro de 2018

O termo operações compromissadas é pouco conhecido. Mesmo entre estudiosos de finanças públicas ele não é assunto de debates públicos. As compromissadas são operações de venda de títulos públicos com a garantia do governo já na venda da recompra desses mesmos títulos numa data futura, sempre de curtíssimo prazo. Numa linguagem simples, corresponderia a fazer um “vale” no caixa de uma empresa. Só que pagando altos juros de mercado.

Vários países fazem isso, mas no caso do Brasil elas cresceram tanto que já representam um quarto do que o governo toma emprestado no curto prazo. E na prática o governo faz isso num prazo de, no máximo, três meses.

Segundo um estudo do Instituto de Finanças Independentes do Senado (IFI), em 2002, elas representavam menos de 2,5% do PIB. Este ano, já exigiram o equivalente a 17,6%. E o mais grave: o tempo das operações está diminuindo, com algumas operações em contratos de 19 dias. A redução do percentual das operações compromissadas – que para angústia do Banco Central, responderam, em agosto último, por R$ 1,16 trilhão ou 24,3% de tudo que o País deve ao mercado financeiro – será um problema para o próximo presidente.

Isso é especialmente grave porque, como se viu, o Brasil é um país em que quase metade (49,86%) da dívida vence em até três anos e menos de um quarto (25%) tem prazos superiores a cinco anos.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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