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Ômicron tem mais mutações
29 de novembro de 2021A variante Ômicron (B.1.1.529) do coronavírus apresenta muito mais mutações que a cepa delta, segundo uma primeira “imagem” da mesma, realizada e publicada pelo hospital Bambino Gesù de Roma.
Nesta “imagem” tridimensional, parecida com uma cartografia, “vemos bem que a variante Ômicron apresenta muito mais mutações que a variante delta [que ainda apresenta um grande número de mutações], concentradas principalmente na região da proteína que interage com as células humanas”, explicou a equipe de pesquisadores em um comunicado publicado neste domingo (28).
“Isso não quer dizer automaticamente que essas mutações são mais perigosas, diz simplesmente que o vírus se adaptou mais uma vez à espécie humana gerando outra variante”, informaram os pesquisadores. “Outros estudos nos dirão se essa adaptação é neutra, menos ou mais perigosa”.
A equipe de pesquisa do renomado estabelecimento Bambino Gesù se concentrou na busca por mutações a nível “da estrutura tridimensional da proteína spike”, explicou à AFP Claudia Alteri, professora de microbiologia clínica na Universidade de Milão e pesquisadora no hospital romano citado.
Essa proteína, que é a parte do vírus “que se estuda com mais atenção”, é “responsável pelo reconhecimento do receptor humano e da entrada do vírus dentro das células”. “É na spike que os anticorpos monoclonais agem e, consequentemente, as vacinas”, destacou.
A imagem foi feita “a partir da análise de sequenciamentos dessa nova variante fornecidas à comunidade científica” e procedentes principalmente “de Botsuana, África do Sul e Hong Kong”.
“Essa imagem, que representa um pouco o mapa de todas as variantes, descreve mutações da Ômicron, mas não define o papel” que elas têm, segundo Claudia Alteri.
“A partir de agora, será importante definir, mediante experimentos de laboratório, se a combinação dessas combinações pode ter um impacto na transmissão ou na eficácia das vacinas, por exemplo”, considerou.
VARIANTE ASSUSTA
Mutações são comuns no coronavírus e são elas que dão origem a novas variantes. Desde o início da pandemia, diversas cepas surgiram, mas, até o momento, apenas quatro foram alvo de preocupação por alterarem negativamente o efeito do vírus no organismo. A Ômicron é a quinta delas e, de acordo com o médico geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, de Curitiba, essa é a variante que mais acumulou mutações.
“Ela tem uma mistura de mutações presentes nas outras quatro variantes de preocupação e ainda tem uma série de mutações inéditas. Esse é o ponto principal que chamou a atenção nela. Embora existam evidências de que ela pode ser mais transmissível e escapar das defesas do sistema imunológico, ainda é muito precipitado fazer qualquer afirmação sobre isso”, explica o especialista.
Pelo menos dez países já anunciaram restrições a voos de nações africanas devido à B.1.1.529. Na noite de sexta-feira (26), o Brasil se juntou a essas nações e confirmou que fechará fronteiras aéreas para seis países da África a partir desta segunda-feira (29).
“Há muitos estudos em andamento para que se possa caracterizar melhor a variante em termos de transmissibilidade e severidade”, informou a líder técnica de resposta à covid-19 da OMS, Maria Van Kerkhove.
Variante se espalha no mundo
“Uma reunião de emergência dos ministros da saúde do G7 será convocada para segunda-feira, 29 de novembro, para discutir os desenvolvimentos sobre a Ômicron”, disse o Departamento de Saúde do Reino Unido em um comunicado, depois que vários casos foram relatados na Europa.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, determinou, no sábado (27), o reforço das medidas sanitárias após a confirmação de três casos da variante Ômicron do coronavírus no país.
“Precisamos ganhar tempo enquanto nossos cientistas pesquisam, enquanto vacinamos e damos reforço”, disse Johnson em entrevista coletiva. O premiê afirmou que viagens não serão canceladas, mas que qualquer pessoa que entrar no país deverá fazer um exame obrigatório do tipo PCR (o do cotonete) no segundo dia após a chegada.
Além disso, todos os viajantes deverão se autoisolar até receberem o resultado do teste, podendo então sair contanto que o resultado seja negativo. “Precisamos diminuir a dispersão dessa variante no Reino Unido”, disse o premiê. “Ajudem a conter reforçando o uso de máscaras em ambientes fechados e no transporte público”.
QUATRO CONTINENTES
A variante Ômicron do novo coronavírus continua se espalhando pelo mundo. Com novos casos confirmados por Austrália, Dinamarca e Holanda, neste domingo (28), a nova cepa já foi identificada em quatro continentes: Ásia, Europa, Oceania e África (onde o primeiro caso foi detectado). Mais de dez países confirmaram casos de covid-19 causados pela nova variante – e outros casos suspeitos seguem em análise.
Com mais de cinco milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou a nova variante, detectada essa semana, como “preocupante”. Israel fechou suas fronteiras a estrangeiros diante da situação.
O governo holandês confirmou neste domingo 13 casos de covid-19 relacionados à Ômicron no país. Todos envolvem passageiros de dois voos que partiram da África do Sul e chegaram em Amsterdã na sexta-feira (26), quando mais de 600 passageiros foram testados e 61 casos positivos de covid-19 foram detectados. “Não é improvável que mais casos apareçam na Holanda”, disse o ministro da Saúde, Hugo de Jonge. “Isso pode ser a ponta do iceberg”.
Também neste domingo, autoridades de Austrália e Dinamarca confirmaram dois casos da Ômicron em cada país. Na Dinamarca, as autoridades de saúde confirmaram os dois casos em passageiros procedentes da África do Sul.
Na Austrália, os dois casos foram em passageiros vacinados que voltavam do sul da África e chegaram a Sydney no mesmo dia do fechamento das fronteiras deste país com nove países do sul do continente africano. Doze passageiros do mesmo voo estão em quarentena.
A Austrália levantou recentemente a proibição de seus cidadãos vacinados para viajar ao exterior sem autorização.
Até o momento, casos da nova variante foram detectados na África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Botsuana, Israel, Austrália e Hong Kong. A Áustria analisa um caso suspeito, enquanto o ministro da Saúde da França, Olivier Veran, admitiu que a cepa já deve estar em circulação no território francês. O governo do Brasil também investiga um caso suspeito: de um brasileiro que testou positivo para a covid-19 e vinha da África do Sul.
Fonte: Jornal do Commercio
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