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“Olho no olho” pela Previdência

30 de janeiro de 2018

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), informou que pretende chamar os deputados federais “um a um, olhar olho no olho”, para convencê-los da importância da aprovação da reforma da Previdência. O parlamentar, embora contido no prognóstico, entende que há chance de alcançar os 308 votos necessários para passar o projeto, considerado o mais importante do governo do presidente Michel Temer.

Agora começam as articulações mais pesadas até 19 de fevereiro, quando ocorre a votação da reforma. “Não tenho muita noção do número, mas acho que, trabalhando de forma conjunta com os líderes de partidos, temos chance de chegar lá… Vamos mostrar aos deputados qual vai ser o impacto para a vida do cidadão simples”, disse Maia.

Ele também ressaltou a importância da ofensiva que o próprio Temer tem realizado e prol da mudança. “Quanto mais pessoas falando, e o presidente da República, é claro, sempre ajuda a mostrar a importância que a reforma tem, explicando aquilo que está se propondo: criar um sistema igual para o setor público e o setor privado, sem distorções, o que é uma demanda muito grande da sociedade. Então, a participação ativa do governo é fundamental”.

Mais otimista, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB), afirmou que não há mais críticas da sociedade à reforma da Previdência. Marun, que se reuniu com dirigentes das Confederação Nacional da Indústria (CNI), do Comércio de Bens e Turismo (CNC), da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Transporte (CNT), disse que os ataques à proposta são “conversas de Facebook”.

O governista informou ainda que não há possibilidade de adiar a votação. “Vejo é essa conversa de Facebook de alguns privilegiados que estão preocupados com a perda de seus próprios privilégios. Mas não existe argumento. Antes se falava no trabalhador rural, agora o trabalhador rural está fora da Previdência. Depois se falava que iria prejudicar o aposentado. De forma nenhuma, o aposentado não vai ser atingido por essa reforma. Então, o que se coloca em contrário? Não vejo argumentos razoáveis”, disse.

 

 

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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