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O Recife mapeado em 3D

19 de março de 2014

Os imóveis do Recife passarão por uma revalidação da área ocupada. A medida pode estabeler novos valores a serem pagos no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Desde o início de 2013, estão sendo produzidas imagens aéreas em alta qualidade da cidade, além de um perfilamento terrestre para monitoramento em terceira dimensão (3D) de toda a faixa acima da linha da terra. O documento a ser gerado desses dois trabalhos vai permitir verificar qualquer alteração na área da cidade desde 2007, ou seja, verificar quais os terrenos já têm casa construída nesse intervalo de tempo ou se uma casa se transformou em edifício, sem qualquer adequação do valor do IPTU.

A empresa que vai realizar os sobrevoos é a Engefoto – Engenharia e Aerolevantamentos, contratada pela URB sob o custo de R$ 2,6 milhões. O próximo passo, de comparar os dois momentos (2007 e o atual), será de responsabilidade do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). O trabalho exige tempo e só deve aumentar a pancada do tributo nos boletos de 2016.

“Não é um aumento do imposto, mas uma correção da defasagem existente. A ação busca minimizar cada vez mais a evasão do tributo e otimizar a arrecadação da cidade”, explica o secretário-executivo de Tributação da PCR, Márcio Carvalho. “Não se trata de perceber reformas tímidas nas casas, mas intervenções consideráveis, como um pavimento extra ou outro andar construído na residência”, complementa.

Por questões meteorológicas, a empresa vai precisar de mais três meses para concluir a atividade (tempos de chuva ou presença de nuvem inviabilizam os sobrevoos). Os trabalhos já estão 85% realizados e integram um projeto amplo para a gestão municipal. “A área de finanças é um dos setores atendidos da PCR com o projeto. Dois procedimentos estão sendo feitos. O primeiro é a captura de várias imagens de 100% do território do Recife e o segundo é o de perfilamento terrestre, no qual um scanner vai fotografar e monitorar qualquer prédio, casa, morro, muro ou tudo que estiver acima da faixa da terra”, explica o diretor de engenharia da URB, Vicente Perusi. O scanner vai trabalhar em 72 quilômetros quadrados da área total, ou seja, um terço do Recife. Já a captura de imagens vai cobrir 100% da área da capital pernambucana (220 quilômetros quadrados).

“No fim, a gestão municipal terá a fotografia da cidade em tecnologia 3D, à disposição de áreas de infraestrutura, de planejamento e controle urbano, de risco e segurança pública, de finanças, entre outras. Para o requisito da tributação, terá milimetricamente todos os imóveis e terrenos da cidade para verificar e trabalhar para a readequação da cobrança”, disse Perusi.

Fonte: Diario de Pernambuco

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