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O pior rombo para agosto

30 de setembro de 2016

As contas do governo federal fecharam o mês de agosto com déficit de R$ 20,3 bilhões, pior resultado desde o início da série história, em 1997. O valor representa um aumento de 268,9% em relação ao resultado negativo do mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período. Os dados foram divulgados ontem pelo Tesouro Nacional.

Os números mostram ainda um déficit de R$ 71,4 bilhões no acumulado do ano, ante R$ 13,9 bilhões nos oito primeiros meses do ano passado.

De acordo com o Tesouro, o crescimento do déficit da Previdência Social vem sendo o principal responsável pelo mau desempenho das contas. No acumulado do ano, a previdência teve déficit de R$ 89 bilhões ¬ no mesmo período de 2015, o valor foi de R$ 49,7 bilhões.

Como tem ocorrido em todos os meses deste ano, os números são os piores já registrados pelo Tesouro, cuja série histórica começa em 1997.

O Congresso autorizou o governo a fazer um déficit de até R$ 170,5 bilhões em 2016. O déficit acumulado em 12 meses soma R$ 172,1 bilhões até agosto.

ARRECADAÇÃO 
A Receita Federal informou também ontem que a crise econômica voltou a derrubar as receitas do governo federal, que somaram R$ 91,8 bilhões e tiveram queda real (retirado o efeito da inflação) de 10,12% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi o pior agosto desde 2009, quando a arrecadação somou R$ 85,1 bilhões.

A arrecadação específica de tributos da Receita Federal, que somou R$ 90,1 bilhões em agosto, caiu 10,15% na comparação com agosto de 2015. No acumulado do ano, os R$ 800 bilhões representaram um recuo de 6,91% em relação ao ano passado.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, admitiu que o mau momento da economia continua a derrubar a arrecadação. Afirmou, entretanto, que dois outros fatores contribuíram para o resultado fraco.

O primeiro desses fatores é a redução em 2016 dos parcelamentos especiais, como o Refis, que foram fortes no ano passado e se concentraram principalmente no mês de agosto.

Além disso, neste ano, houve uma forte alta de compensações (formas especiais de quitação de tributos federais, que podem ser efetuadas com créditos que o contribuinte tem junto à Receita). 

O aumento das compensações nos últimos meses vem sendo considerado atípico pela Receita, que vai anunciar na semana que vem uma investigação para determinar as razões da alta. O valor global apurado para a arrecadação, descontados os efeitos dos parcelamentos e das compensações, foi de R$ 96 bilhões, ainda uma queda de 4,6% em relação a agosto de 2015.

Fonte: Fonte: Jornal do Commercio

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