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O novo desenho do Estelita

7 de novembro de 2014

O consórcio responsável pelo Projeto Novo Recife apresentou ontem o redesenho do empreendimento que será erguido no Cais José Estelita, na região central do Recife. O conjunto de alterações seguiu as novas diretrizes urbanísticas definidas, há cerca de dois meses, pela Prefeitura do Recife para os bairros de Santo Antônio, São José e Cabanga. O projeto prevê uma série de modificações no sistema viário, com a criação de dois binários, a abertura de oito vias na área do empreendimento e o prolongamento da Avenida Dantas Barreto até a região do Cais, interligando-a à Bacia do Pina. Hoje à tarde, às 14h30, o novo desenho será discutido numa audiência pública, realizada no auditório da Faculdade de Administração de Pernambuco (Fecap), localizada na Avenida Sport Club do Recife, no bairro da Madalena, na Zona Oeste da capital.

Com a nova configuração, serão erguidos 13 prédios, com alturas entre 12 e 38 andares. Os edifícios terão de 42 metros a 137 metros de gabarito, dentro dos novos parâmetros propostos pelo poder público. Dez serão residenciais, com 1.042 unidades habitacionais, um será um empresarial, outro terá uso misto (empresarial e flat) e, por último, um hotel com 308 leitos. Os prédios mais baixos ficarão na região próxima ao Forte das Cinco Pontas e aos armazéns históricos que serão requalificados para a implantação de um centro cultural. Os edifícios serão erguidos a uma distância mínima de 50 metros, conforme foi estabelecido pela prefeitura.

Todos os edifícios residenciais terão uso misto, com lojas e serviços instalados no térreo, totalizando uma área de 10 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços. Na proposta apresentada ontem pelo consórcio, dos 101,7 mil metros quadrados do empreendimento, 65% terão ocupação pública e 35% de ocupação privada. No projeto inicial, a relação era de 45% do terreno de área pública e 55% para a área privada. "A partir dos novos parâmetros urbanísticos apresentados, a perspectiva do projeto mudou. Agora é de fora para dentro. A interligação com o entorno foi uma das principais preocupações, contemplando um mix de produtos que vai dar um dinamismo muito maior ao empreendimento e à região em que ele está inserido", explica o arquiteto Paulo Roberto Barros, um dos coordenadores do redesenho do Projeto Novo Recife.

Entre as mudanças, está a abertura de uma avenida na parte de trás do empreendimento, no sentido Centro/Boa Viagem, que funcionará como um binário com a Avenida Cais José Estelita, com fluxo de trânsito na direção oposta. Foi proposto também um binário para a Ponte Joaquim Cardozo que vai se interligar ao sistema composto pelas Ponte Paulo Guerra e Ponte do Pina, criando uma nova opção de acesso à região central da cidade, como alternativa à Avenida Agamenon Magalhães. De acordo com a prefeitura, todas as ruas sugeridas pelo poder público foram mantidas no traçado apresentado pelo consórcio.

A interligação viária do empreendimento com a Avenida Sul e a Rua Imperial, no entanto, ainda depende da transformação da área do parque ferroviário em espaço público. A Prefeitura do Recife vai solicitar à União que o terreno seja cedido para criação de uma grande área verde, por onde passariam vias para veículos e pedestres. "As mudanças atenderam os critérios propostos após a discussão com a cidade. O empreendimento deixa de ter superquadras isoladas e passa a fazer parte do conjunto urbano, se inserindo no bairro e em todo o entorno da região", avaliou o secretário municipal de Planejamento Urbano, Antônio Alexandre.

Fonte: Jornal do Commercio

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