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O jeito Eduardo de cuidar da crise

3 de fevereiro de 2009

 


Portador da mensagem que o governador Eduardo Campos enviou a Assembleia Legislativa relatando seus primeiros dois anos de governo, o secretário de Planejamento, Geraldo Júlio, revela que embora a crise internacional não tenha se materializado nos números da economia de Pernambuco em 2008, o Governo do Estado decidiu enfrentá-la tendo como meta executar o orçamento de 2009 no maior volume possível que, como se sabe, prevê investimentos de R$ 1,686 bilhão.

Os números de 2008 de Campos, segundo o documento de Geraldo Júlio, são todos azuis: o PIB estadual cresceu 7%, o Estado investiu R$ 1,140 bilhão, economizou R$ 104 milhões classificados pelo secretário como “despesas ruins” e cravou um crescimento nas aplicações da Compesa de 254,4% e, em Suape, de 232,2%.

No caso da arrecadação do ICMS, o estado estourou a boca do balão: cresceu 14,8% ultrapassando a própria meta (13%), o que significou mais de R$ 505 milhões nos cofres do governo do que o previsto. Sim, o Estado articulado com o governo federal ainda foi buscar mais R$ 461 milhões em convênios e tomou emprestado no setor financeiro público mais R$ 213 milhões. Ou seja: do ponto de vista financeiro, o ano de 2008 não poderia ter sido melhor. Mas o danado é que todo esse resultado dos primeiros dois anos do governo Eduardo Campos funciona como uma lanterna na popa. Só serve para iluminar o passado, pois a crise a cada dia assusta mais e, naturalmente, vai chegar nas contas públicas.

» Aposta na execução orçamentária

Geraldo Júlio adverte que não tem ilusão de que a crise não vai nos atingir. Reconhece que já está, mas pondera que só será possível medi-la no final do primeiro trimestre. O que o Estado faz, diz, é apostar no fato de que em 2009 programa-se mais investimentos nos projetos em implantação e joga-se o peso político do governador na captação do maior volume possível de recursos federais. Lembra que programas sociais e o aumento do salário mínimo acima da inflação acabam sendo decisivos para geração de renda no Estado.

Fonte: Jornal do Commercio

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