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O cobrador e o pagador – Folha Econômica
6 de agosto de 2007
Sim, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve continuar arrancando 0,38% de cada transação financeira registrada no País. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dos cerca de R$ 36 bilhões, que o imposto deve arrecadar ao longo deste ano, R$ 14 bilhões serão destinados ao SUS, R$ 16 bilhões ao Fundo de Combate à pobreza e R$ 6 bilhões à previdência complementar. Segundo ele, não se pode abrir mão destes recursos a menos que também se eliminem estes projetos. Com isso, o Governo Federal deixa claro que não aceita o fim da cobrança da CPMF ou mesmo uma redução na alíquota. Então vamos chegar ao fim do ano com uma carga tributária em torno de 40% do PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas no País. O problema é que se estes recursos são essenciais, essenciais também são os serviços oferecidos pelo Estado. Mas o que se verifica são serviços de péssima qualidade, infra-estrutura precária, deficiência de gestão e má utilização do dinheiro público. Pelo menos neste caso, o bom cobrador é, na realidade, um péssimo pagador.
Fonte: Folha de Pernambuco
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