Notícias
Nova parceria para fiscalizações
9 de março de 2016Uma parceria inédita no país vai facilitar a fiscalização do emprego doméstico em Pernambuco. O grupo de trabalho doméstico decente liderado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PE) recebeu ontem o aval da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) para ter acesso ao banco de dados da companhia. A informação vai possibilitar a identificação do proprietário do imóvel e chegar ao empregador alvo de denúncia pelo descumprimento da legislação trabalhista. A medida é polêmica porque fornece os dados pessoais, como o nome e o endereço do usuário registrado no cadastro da Celpe.
A procuradora do Trabalho, Débora Tito, explicou que existem denúncias que chegam à Superintendência Regional do Trabalho apenas com o endereço do empregador. A falta de informações dificulta a fiscalização e a identificação do empregador. Além disso, existe a regra de inviolabilidade do domicílio, restringindo o acesso do auditor fiscal à residência dos patrões. “A fiscalização poderá chegar aos lugares das denúncias.”
O fluxo de informação vai funcionar da seguinte forma: ao receber uma denúncia de trabalho doméstico irregular, o grupo de trabalho pede os dados do proprietário do imóvel cadastrado no banco de dados da Celpe. O segundo passo é chamar o proprietário para prestar informações e esclarecer se ele é o empregador ou se o imóvel está alugado. “Nós requisitamos que o proprietário preste as informações, o que vai possibilitar a fiscalização direta do emprego doméstico”, aponta Débora Tito.
A auditora fiscal da SRTE-PE, Felícia Mendonça, destacou que as denúncias de irregularidades no emprego doméstico em geral são incompletas. “A Celpe vai fornecer os dados à medida que for solicitado pelo grupo de trabalho.” Entre as irregularidades, estão a ausência de registro na carteira do trabalho, a falta do controle de ponto e o não recolhimento dos encargos.
Em geral, as empregadas domésticas temem identificar o patrão quando fazem a denúncia para não sofrerem retaliação. Luiza Pereira, presidente do Sindicato das Empregadas Domésticas de Recife, diz que as reclamações sobre irregularidades são frequentes, mas as trabalhadoras se negam formalizar a queixa. Segundo ela, o acesso ao banco de dados da Celpe vai possibilitar a identificação do empregador e a checagem do esocial doméstico.
A medida é polêmica. Andréa Macedo, presidente do Sindicato dos Empregadores Domésticos do Recife, argumenta que o acesso ao banco de dados dos usuários da Celpe é questionável. “Pode ser considerado quebra de sigilo, o que deverá ser autorizado pela Justiça.” Ela acrescentou que nem sempre o proprietário do imóvel é o contratante do doméstico. Ao mesmo tempo, reforçou que o empregador que contrata tem que pagar o que é devido.
Débora Tito rebateu a alegação de quebra de sigilo. “Não estou pedindo o CPF do cliente. Só quero identificar o nome do proprietário do imóvel. Esses dados são públicos”. Em nota, a Celpe informou que se comprometeu encaminhar para o MPT as informações solicitadas pontualmente pelo grupo de trabalho doméstico decente, desde que não haja impedimentos ao compartilhamento dos dados do cliente.
Fonte: Diario de Pernambuco
Notícias
Após decisão do STF, TJPR amplia e paga penduricalho a 91% dos magistrados
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que limitou a concessão de penduricalhos a magistrados, a folha de pagamento do Tribunal de […]
Meta lança novo modelo de IA que permite a usuário baixar e personalizar a ferramenta
A Meta apresentou um novo modelo de inteligência artificial de código aberto, leve o suficiente para rodar em um único […]
Ministros do STF vetam revisão de cargos em novo cerco a penduricalhos
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), publicaram mais uma […]
MG: Justiça barra greve de auditores fiscais e fixa multa de R$ 50 mil
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu o início da greve dos auditores fiscais da Receita Estadual prevista […]