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Nó na garganta

29 de outubro de 2007

O presidente Lula declarou que o País não pode abrir mão dos R$ 40 bilhões oriundos da arrecadação da CPMF sem que haja compensações de outra forma, incluindo a criação de algum outro imposto. Que a CPMF é importante ninguém duvida. Deste recurso vem grande parte do dinheiro utilizado pelo governo em ações sociais, alguns investimentos, e, também, parte da reserva que compõe o superávit primário. A CPMF tem um amplo alcance, além de baixo custo arrecadatório e de fiscalização. A discussão, que deveria se ater a uma redução progressiva da alíquota atual até a extinção do tributo, tem passado longe das intenções do governo e dos parlamentares. O que se vê hoje em dia é uma briga de foice, onde o governo acena desonerar alguns tributos e a oposição se aproveita para querer mais, visando às eleições do próximo ano. O fato é que o brasileiro paga o equivalente a quase 40% do PIB, anualmente, na forma de impostos. Na época do Império, Tiradentes acabou na forca por querer se revoltar contra a carga tributária que alcançava 20% da produção nacional. Se vivesse nos dias de hoje, ele teria como acompanhantes no patíbulo o restante da população brasileira, que, a cada dia, sente o laço do imposto apertar cada vez mais a sua garganta.

Fonte: Folha de Pernambuco

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