Notícias da Imprensa
Municípios menores serão beneficiados com digitalização da arrecadação
14 de fevereiro de 2025Municípios de menor porte deverão ser beneficiados com a digitalização da arrecadação prevista na reforma tributária, segundo o auditor fiscal Roni Peterson, integrante do grupo de trabalho do Ministério da Fazenda responsável pela reforma tributária.
“A nova formatação melhora e muito o federalismo fiscal, porque temos hoje milhares de municípios que não têm estrutura operacional e técnica para cobrar o ISS. Todos esses municípios, seja pela cooperação que será institucionalizada, poderão cobrar o IBS. Será um mecanismo para exercer a liberdade tributária”, afirmou.
Peterson participou, nesta quinta-feira (13), de um debate virtual sobre os fundamentos constitucionais da reforma com o professor Eurico Santi, da faculdade de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Para o auditor, a reforma fortalece o papel de estados e municípios, sob o novo sistema de arrecadação sobre o consumo representado pela IBS e a CBS, imposto e contribuição sobre bens e serviços, respectivamente.
O fortalecimento das atribuições de cada ente da federação deve vir com a melhoria na capacidade operacional dos municípios para arrecadar o IBS, o fim da guerra fiscal entre os estados e a redução de contenciosos tributários.
Ele destacou que a ampliação da base de tributação tende a elevar a arrecadação nos estados e municípios. Explicou que governos estaduais e prefeituras cobram ICMS e ISS com base em listas de setores e serviços definidos em lei complementar, o que reduz a base de cálculo.
“A gente já tinha a competência municipal tributária, mas com algumas ineficiências econômicas e jurídicas, que agora conseguimos neutralizar”, disse.
“Se tem serviços que não estão naquela lei complementar, a competência [arrecadatória] já foi mitigada. Isso acaba. Houve uma ampliação de competência tributária para os municípios e os estados.”
Peterson observou que municípios menores deverão ser beneficiados com a digitalização da arrecadação.
Cashback
Eventuais cortes em benefícios fiscais concedidos na primeira parte da regulamentação da reforma tributária, transformada na lei complementar 214/2025, podem aumentar a devolução de impostos sobre consumo para a população mais pobre, segundo o diretor da Fazenda.
“Os estudos acadêmicos de vários países mostram que as reduções de alíquota chegam muito pouco ao consumidor final”, afirmou.
A atribuição de reduzir os benefícios será do Congresso Nacional, a cada cinco anos, após envio de lei pelo Executivo. “Se as reduções de alíquota sumirem, a devolução em cashback será muito maior”, disse.
Mais Notícias da Imprensa
Após Raquel afirmar que só STF pode derrubar lei, Sindifisco aponta contradição sobre teto dos servidores
Uma declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) durante o debate da TV Guararapes, na segunda-feira (21), continua repercutindo entre os […]
Sindifisco questiona remuneração de Raquel Lyra e aponta possível conflito com Constituição
O Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco (Sindifisco-PE) divulgou uma manifestação em que questiona a opção […]
Alepe detalha como vai funcionar a tramitação de projeto que estipula receita de R$ 57,4 bilhões para Pernambuco
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) detalhou como será o rito de tramitação da Casa com a Lei de Diretrizes […]
Sindifisco deflagra greve geral a partir de segunda (27) em pressão por articulação com Governo de Pernambuco
Os auditores fiscais do Tesouro Estadual e os julgadores administrativo-tributários de Pernambuco aprovaram a deflagração de uma greve geral por […]