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Mulher não se preocupa em poupar
19 de março de 2015As mulheres brasileiras se preocupam com a aposentadoria, mas não conseguem se planejar financeiramente para ter uma fonte alternativa de renda. Os motivos são: salários em média 27% menores comparados aos dos homens (dados do último censo do IBGE), comprometimento da renda com o orçamento doméstico e a maior preocupação com a família. Estudo da Mongeral Aegon revela que a poupança feminina voltada para a aposentadoria representa entre 30% e 40% da reserva financeira formada pelo público masculino para o mesmo fim. Além disso, o acesso aos planos de aposentadoria corporativos é maior entre os homens, com 45%, contra 38% das mulheres que participaram do estudo.
Segundo Leandro Palmeira, assessor estratégico da Mongeral Aegon, a renda é o principal entrave para a mulher não planejar a sua aposentadoria. “Como muitas precisam se dedicar à família e cuidar dos filhos, acabam trabalhando em tempo parcial ou parando de trabalhar, o que dificulta o acesso aos planos de aposentadoria”, assinala. Outra dificuldade para elas é a divisão entre o trabalho, o cuidado com os filhos e os idosos da família. “O homem em geral não excerce esse papel”, completa.
No estudo, a Mongeral Aegon destaca que o Brasil está bem colocado no Índice de Preparo para a Aposentadoria, criado para avaliar os hábitos de poupança e planejamento para esta fase da vida. As brasileiras alcançaram a nota 6.5 (a escala é de 1 a 10), ficando atrás das indianas, que tiveram nota 6.9. Palmeira explica que uma nota acima de 8.0 é considerado um índice de preparo alto para a aposentadoria. Portanto, as mulheres brasileiras precisam subir alguns degraus.
Poupar cedo, independentemente do valor. Esta é a dica do assessor da Mongeral Aegon para as pessoas formarem um lastro financeiro para a aposentadoria. No caso das mulheres é recomendável partir na frente levando em conta que elas têm em média de 4 a 5 anos a mais de vida que os homens. “Mesmo que seja casada, é essencial que a mulher tenha um planejamento financeiro para o futuro independente de seu cônjuge”, recomenda.
Especialista em previdência, a advogada Juliana Campos reforça que o importante é a mulher poupar, independente do valor. “É preciso estabelecer uma meta de rendimento para a aposentadoria e ter a disciplina de poupar.”
A pesquisa foi realizada com mais de 7 mil mulheres de 15 países.
Fonte: Diario de Pernambuco
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