Marca SINDIFISCO Sindicato dos Auditores Fiscais e Julgadores Tributários de Pernambuco

Notícias

Movimento nos bairros tem ritmo de fase pré-coronavírus

1 de junho de 2020

No último dia da quarentena mais rígida, quando Pernambuco registrou 1.023 novos casos do novo coronavírus, além de 67 mortes, a reportagem do SJCC percorreu vários locais e encontrou muitas pessoas nas ruas, apesar do lockdown.

No bairro de Beberibe, na Zona Norte do Recife, a movimentação parecia a de um domingo qualquer. A diferença estava no uso das máscaras de proteção pela maioria, embora houvesse ainda quem dispensasse o acessório. O movimento registrado era intenso, causando aglomerações.

De acordo com o vigilante José Edson, 61 anos, nem o lockdown mudou a vida das pessoas do bairro. “Sempre foi assim esse movimento todo. Nada mudou”, diz ele, afirmando que, constantemente, policiais e fiscais da Prefeitura tentam dissipar aglomerações. “Mas as pessoas não ajudam de jeito nenhum”, lamenta o idoso, que precisou sair de casa para ir a uma farmácia comprar remédios. “Eu sei que estou no grupo de risco, mas não posso ficar sem essa medicação.’

Nas ruas do Centro do Recife, havia menos gente. Na Rua do Imperador, sem respeitar a distância mínima de segurança para evitar contaminação pela covid-19, pedestres passavam pela calçada, a maior parte utilizando máscara. Na Rua da Aurora, poucos ciclistas se arriscaram a sair de suas casas e pedalarem pela via.

Em Olinda, no centro comercial do bairro de Peixinhos, vendedores retiravam frequentemente as máscaras para se comunicar com clientes que se aglomeravam ao redor das barracas de alimentos. Havia também comerciantes de produtos que não são considerados essenciais. No local, não foram vistos agentes da Prefeitura.

Em Casa Amarela, Zona Norte do Recife, o domingo de feira foi tranquilo. No bairro do Ipsep, na Zona Sul da cidade, era grande o movimento de pessoas durante todo o dia. Em uma volta pela região era possível encontrar alguns bares abertos, crianças a brincar nas ruas e moradores sem máscaras conversando. Entre elas estava o mecânico Marcos Paiva, 44. “Dei uma saidinha bem rápida e já vou entrar, porque o vírus ainda está por aí”, diz ele, afirmando ser a favor do fim do lockdown, mas não das medidas de isolamento social. “O poder público tem que continuar com todas as outras medidas de controle.”

Em pontos estratégicos da capital, como a Avenida Agamenon Magalhães, equipes da Polícia Militar, do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) continuavam com os bloqueios da Operação Quarentena, conferindo certificados que comprovam a necessidade dos pedestres ou veículos circularem.

 

Fonte: Jornal do Commercio

Notícias