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Mínimo de R$ 979 em 2018
18 de julho de 2017A partir do dia 1º de janeiro de 2018, o salário passará a ser de R$ 979. Fixado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada na última quinta-feira, o reajuste de 4,48% deve gerar um impacto de R$ 12,7 bilhões nas contas do governo no próximo ano e muito mais na economia do País. É que o salário mínimo, necessário para a indução de movimento do mercado nacional, também é usado como base para reajustar preços. Mas, diante de um cenário de inflação baixa, pela primeira vez desde 2006 não devemos sentir tanto no bolso essa mudança.
"A atual política de reajustes do salário mínimo tem vantagens e desvantagens. A maior desvantagem é que ele cria mais uma indexação na economia, já que seu valor é usado como referência em diversos benefícios sociais", analisa o professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Felippe Serigatti. Isso porque, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 48 milhões de pessoas no País têm rendimento referenciado no salário mínimo.
Assim, ao repassar a inflação anualmente para tentar evitar a perda real do salário mínimo, o governo acaba pressionando diversos setores, que muitas vezes precisam reajustar seus preços, gerando inflação. "Quando você está em um ambiente de pressão de preços, o reajuste do salário mínimo funciona como lenha na fogueira. O custo dele reatroalimenta a alta de preços", resume o economista da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Thobias Silva.
Como as previsões de inflação para este ano têm permanecido abaixo do centro da meta de 4,5%, o reajuste do salário mínimo, não deve ter esse efeito de combustível sobre os preços. A última vez que isso aconteceu foi em 2006, quando a inflação oficial para o ano ficou em 3,14%.
Estabelecido pela Constituição de 1988, desde 2012, com a chamada política de valorização do salário mínimo, ele é reajustado de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Com a retração da economia do País, o PIB não tem sido aplicado nesse cálculo para evitar um encolhimento do salário pago.
Mas nem a política de valorização do salário mínimo é capaz de desfazer a realidade distorcida do País. Em seu conceito, o salário mínimo consiste no valor suficiente para o custeio de alimentos e produtos de higiene básicos, além de gastos com moradia e transporte. Com base nessa ideia, o Dieese realiza um cálculo mensal para mostrar o valor necessário para esse piso (confira na arte acima).
Além desse aspecto social, o reajuste do salário mínimo também tem seu lado positivo para a economia, já que, ao sofrer aumento, gera maior margem de consumo e faz mais dinheiro circular. No ano passado, a previsão era de que o reajuste que entrou em vigor este ano causasse um incremento de R$ 35 bilhões na economia e provocassem um aumento de R$ 18,8 bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo. Os dados são do levantamento anual realizado pelo Dieese, que ainda não fez a previsão com base no reajuste aprovado na semana passada.
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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