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Microempresa terá frente parlamentar
1 de dezembro de 2007
Blumenau (SC) – Pernambuco terá uma Frente Parlamentar da Microempresa. O anúncio foi feito durante a realização da XVI Congresso Brasileiro das Micro e Pequenas Empresas, que reuniu representantes de 21 estados brasileiros na cidade de Blumenau, Santa Catarina. Na ocasião, José Tarcísio da Silva, que é presidente da Confederação Nacional das Entidades de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Comércio e Serviços (Conempec) e da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Pernambuco (Feamepe), adiantou que o lançamento da Frente Parlamentar será feito nesta segunda-feira, na Assembléia Legislativa do Estado, às 10h. A primeira ação do grupo será suspender a votação do projeto de lei ordinária enviado pelo governo do estado, que reduz o ICMS de fronteira – pago na aquisição de produtos de outros estados – apenas para as empresas do Pólo de Confecção do Agreste.
“Queremos que esse benefício seja dado a todas as microempresas que dependem da compra de produtos de outros estados para a sua atividade. Só queremos um benefício que o estado já concedia às microempresas e que nos tiraram usando a Lei Geral como pretexto”, defendeu Tarcísio da Silva. A Frente Parlamentar pernambucana será coordenada pelo deputado estadual Augusto César Filho. “Na segunda, vamos ver quais os deputados vão participar da Frente e propor uma discussão maior sobre o aumento da carga tributária com por conta do ICMS de fronteira”, relata.
Mato Grosso, Pará, Rondônia, Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Paraíba e Santa Catarina são alguns dos estados que já possuem uma Frente Parlamentar para tratar da microempresa, segundo o consultor do Sebrae Nacional, Alexandro Machado. De acordo com o presidente da Conempec, a organização das frentes parlamentares estaduais colabora para políticas públicas que beneficiem às microempresas, principalmente cobrando do governo estadual uma maior agilidade na regulamentação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. “Pernambuco é um dos estados onde a regulamentação da Lei Geral está mais atrasada. A Lei Geral não é só o Simples Nacional (parte da lei que reduz os impostos). Há vários capítulos como compras governamentais, que dependem de uma regulamentação estadual. Ter o apoio dos parlamentares é fundamental, já que são eles que aprovam ou não as leis do estado”, defende.
Santa Catarina também está discutindo o recolhimento do ICMS. “Com a Lei Geral, o governo nos tirou o benefício e havia bitributação. A Assembléia Legislativa aprovou uma lei nos dando este direito de volta. Só que na última terça o governador vetou”, explicou Cloir Dassoler, presidente da Fampesc (Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina). A pressão do empresariado local foi tão grande o governo reviu o projeto.
Fonte: Diário de Pernambuco
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