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Mercado retoma fôlego
20 de maio de 2017O mercado brasileiro recuperou ontem parte das perdas registradas no pregão de quintafeira (18), quando delações envolvendo o presidente Michel Temer assustaram os investidores e criaram uma sensação de incerteza que derrubou a Bolsa e fez o dólar disparar no País.
O dólar comercial fechou a sextafeira com queda de 3,92%, para R$ 3,257. O dólar à vista, que encerra os negócios mais cedo, recuou 2,53%, para R$ 3,288.
A Bolsa brasileira registrou valorização de 1,69%, para 62.639,30 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 13,5 bilhões, acima da média diária do ano, que é de R$ 8,3 bilhões.
Um dia antes, o pânico generalizado imperava nos mercados de câmbio e ações do Brasil. As notícias de que um áudio gravado pelo empresário Joesley Batista, presidente da JBS, comprometeria Temer fez a Bolsa brasileira afundar 8,8% e acionar, pela primeira vez desde outubro de 2008, o mecanismo de circuit breaker, que interrompe as negociações.
Nesta sexta, o dia foi de correção para o dólar e de ajuste para a Bolsa, embora em intensidade menor que a esperada pelo mercado, na avaliação de Luis Gustavo Pereira, analista da Guide Investimentos.
"Podia estar um pouco melhor, porque o exterior estava ajudando. E ainda tem muito desafio pela frente, porque não temos uma agenda do que pode ocorrer nas próximas semanas", diz. Segundo ele, o mercado deve continuar colocando um risco maior para o Brasil nos próximos dias.
BANCO CENTRAL
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reconheceu que, nos últimos dias, as incertezas no País aumentaram "por conta de informações advindas do ambiente político". Ele afirmou que o BC está monitorando os impacto dessas informações e atuando para manter a funcionalidade dos mercados.
Sem citar diretamente a JBS, Goldfajn afirmou que o cenário externo de incertezas "encontra o Brasil em momento de estabilização da economia e de recuperação dos fundamentos econômicos, mas também de incerteza política".
De acordo com ele, a despeito do fator "não econômico" ou seja, da crise política , o Brasil tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques, internos ou externos.
Para ilustrar a questão, Goldfajn voltou a citar, em sua fala, a situação "confortável" do balanço de pagamentos do Brasil. Além disso, disse que o regime de câmbio flutuante é a primeira linha de defesa contra choques externos. "Isso não impede o BC de usar os instrumentos à sua disposição para garantir o bom funcionamento e suavizar choques no mercado de câmbio", ressaltou Goldfajn.
Ele também voltou a citar o fato de o Brasil ter hoje estoque de reservas internacionais superior a US$ 370 bilhões, ou aproximadamente 20% do PIB. "Esse colchão funciona como um seguro em momentos turbulentos do mercado".
Goldfajn afirmou ainda que é importante que a política econômica continue no caminho correto, "a despeito do aumento da incerteza política".
Fonte: Fonte: Jornal do Commercio
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