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Melhor forma de quitar dívida

7 de novembro de 2013
FORTALEZA – Para ajudar o consumidor a se livrar das dívidas, o Banco Central lançou ontem um serviço onde é possível simular o custo de várias modalidades de crédito e escolher a linha mais barata para quitar os débitos. O foco são devedores de cartões de crédito, opção que tem taxas de juros elevadas e muita vezes acaba deixando o cliente refém de uma dívida que cresce numa velocidade mais rápida do que a capacidade de pagamento.

O serviço cartão de crédito foi incluído na Calculadora do Cidadão e está disponível no site do BC na internet e também em versões para aparelhos celulares e tablets. A pessoa deve informar o saldo devedor do cartão de crédito e a taxa de juros, dados disponíveis na fatura. Além disso, é preciso dizer quanto poderá pagar do valor total da fatura.

 
A partir daí, a calculadora apresentará quanto tempo a pessoa demorará para quitar integralmente o saldo devedor, considerando que a parcela será paga mensalmente e não haverá novo uso do cartão.
 
Mostrará também quanto ele terá desembolsado no final e fará uma comparação do prazo e dos valores com outras linhas como crédito pessoal, crédito consignado e cheque especial. Para isso, a calculadora considera a taxa média de juros praticada pelos bancos.
 
Num exemplo hipotético, uma pessoa que deve R$ 2.000 num cartão de crédito que cobra uma taxa de 8% ao mês e só pode pagar R$ 300 por mês, levará nove meses para quitar a dívida. No final desse período, terá desembolsado, R$ 2.656. Se conseguir tomar um crédito consignado, a uma taxa média de 1,83% ao mês, poderá se livrar em sete meses do débito e pagará no total R$ 2.111.
 
Já se optar por uma operação de crédito pessoal, com custo de 5,12% ao mês, pagará R$ 2.359 e demorará oito meses para quitar tudo. O uso do cheque especial nesse caso não é vantagem. O valor final da dívida chegará a R$ 2.619, considerando uma taxa de 7,69% ao mês e o tempo será praticamente o mesmo de se financiar com o cartão: 8,7 parcelas.
 
Segundo Marcelo de Aragão, técnico do Departamento de Tecnologia do BC, a simulação dará uma referência para o consumidor. "É importante que ele veja também se tem algum outro custo envolvido, como uma taxa de cadastro para tomar um crédito e somar isso ao valor total para fazer comparação", ressaltou o técnico.
 
BANCOS
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, informou que deve divulgar ainda em 2013 as normas sobre crédito responsável que serão seguidas pelas instituições financeiras. O executivo elogiou a iniciativa do BC, que ontem também lançou um guia semelhante para orientar os bancos na oferta de crédito e outros serviços financeiros, mas sinalizou que os bancos devem seguir as normas que eles mesmos estão elaborando.
 
"A Febraban fez uma iniciativa parecida, um normativo de crédito responsável. Ele procura estabelecer normas que vão além da regulação oficial do BC, sobre uma publicidade clara e objetiva na oferta de crédito", disse. "O guia de excelência do BC é de natureza voluntária, mas é difícil regulamentar a excelência". Portugal citou ainda o programa de educação financeira lançado em 2010 pela Febraban, que tem a chamada nova classe média como público-alvo. Ele inclui o portal Meu Bolso em Dia e um programa de controle das finanças pessoais. O executivo participou do V Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, em Fortaleza. 

Fonte: Jornal do Commercio

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