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Meirelles defende juros e reformas
12 de dezembro de 2006
SÃO PAULO – O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, reagiu, mais uma vez, aos críticos da política monetária, e voltou a afirmar que a inflação abaixo da meta é um indício de sucesso do trabalho do BC, e não ao contrário. Segundo Meirelles, o BC trabalha para atingir a meta da inflação, mas o natural é que a inflação orbite em torno do objetivo do BC.
“(A inflação abaixo da meta) é um indício de que foi acertada (a política monetária). A inflação brasileira está na meta, ela tem um intervalo de 2,5% a 6,5%, e o centro da meta é onde o Banco Central mira, mas fenômenos da economia, positivos e negativos, fazem com que inflação fique abaixo ou acima do centro. Portanto, a inflação na meta é aquela que orbita em torno do centro (da meta)”, disse, após palestra no seminário “Reavaliação do risco Brasil”, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).
O presidente do BC também lembrou que foi o rigor do BC em relação ao controle da inflação, um dos fatores que permitiu a consolidação da trajetória cadente dos juros brasileiros e a queda constante do risco Brasil. “Quanto mais compromisso do BC com a inflação na meta, mais a taxa de risco cairá”, disse.
Meirelles destacou também que os juros são uma variável não controlada pelo BC, e que dependem de uma série de fatores que não só a vontade da instituição. “Se avaliarmos historicamente, em 2002, por exemplo, o mercado reagiu fortemente (a uma perspectiva de inflação mais alta, elevando as taxas de mercado) quando, na verdade, a taxa do BC estava levemente cadente”, lembrou. Para Meirelles, o crescimento de 5% prometido pelo presidente Lula é possível, mas depende de uma série de fatores, e não só o controle da inflação.
Fonte: Folha de Pernambuco
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