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Medicina ganha mais um curso no estado
17 de abril de 2014Com investimento inicial de R$ 4,5 milhões, a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) passa a oferecer, a partir de agosto, o curso de graduação em medicina. A autorização do Ministério da Educação foi publicada no Diário Oficial da União de ontem. Serão oferecidas 100 vagas, sendo 50 já no vestibular 2014.2. A abertura da graduação aumenta em cerca de 15% o número de vagas em medicina oferecidas anualmente no estado, que hoje é de 670.
As inscrições para o vestibular acontecerão de 10 a 27 de maio, pelo site da instituição, e o processo seletivo será feito em 7 de junho, das 8h às 13h30. O valor da mensalidade ainda não foi definido. “Estamos nos esforçando para não ultrapassarmos os R$ 4 mil”, disse o reitor da universidade, padre Pedro Rubens Ferreira.
Vinte e quatro professores já foram contratados. Entre as principais inovações, há um centro de simulação com bonecos robotizados e softwares que simulam situações fisiológicas e patológicas do ser humano. A proposta é que o aluno coloque o aprendizado em prática desde o 1º período. O curso da universidade recebeu conceito 4 da comissão de avaliação do MEC, numa escala que vai de 1 a 5.
Fundada em 1951, a Católica é a primeira universidade jesuíta do Brasil a ter um curso de medicina. As aulas começarão no dia 4 de agosto. O curso terá duração de seis anos, o que correponde a 12 períodos, e funcionará em horário integral. Alunos que atenderem ao perfil socioeconômico e à legislação vigente poderão ser beneficiados com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Aplub, ProUni (10% das vagas) e bolsas de assistência social da própria universidade.
A coordenadora do curso, Erideise Gurgel, descata o caráter humanista dos futuros médicos formados pela Unicap. “O estudante precisa ver o paciente com respeito. Ele não pode ser visto apenas como objeto de estudo”. Ela informou que outra novidade deste ano é o curso superior de enfermagem, que será oferecido no turno da noite.
A Unicap firmou parcerias com os hospitais de alta complexidade Otávio de Freitas, Agamenon Magalhães e Barão de Lucena, administrados pelo governo do estado, além dos hospitais filantrópicos Maria Lucinda e Santa Casa de Misericórdia. A instituição também estabeleceu convênios com a Prefeitura de Olinda para atuar nas policlínicas e nas unidades de saúde da família. Há ainda parceria com a Prefeitura do Recife, onde o curso se utilizará de parte da Maternidade Professor Barros Lima.
Concentração
Segundo o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o estado tem hoje 15 mil médicos em atividade, numa relação de um profissional para cada 610 habitantes – a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes. Para o presidente do conselho, Silvio Rodrigues, um dos problemas hoje é a concentração dos profissionais, já que 60% atuam na RMR. Para ele, a abertura de novos cursos não vai solucionar várias deficiências. “É necessário aprimorar as escolas e oferecer melhor qualidade de ensino aos alunos”, afirmou.
Fonte: Diario de Pernambuco
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