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Material escolar 12% mais caro

9 de janeiro de 2014

Lápis de cor, borracha, cadernos – a compra da lista de material escolar, na volta às aulas deste ano, ficou em média 12% mais alta que a de 2013. O número é resultado de uma pesquisa informal, uma consulta da reportagem aos principais distribuidores e varejistas da capital. Se os pais forem disciplinados e levarem só itens sem personagens famosos, como da franquia Monster High ou do herói Ben 10, a lista básica custa de R$ 160 a R$ 180. Se a opção for levar personagens famosos, a conta pode dobrar.

Um caderno de 12 matérias, por exemplo, salta de R$ 10 para R$ 22,90 se na capa vier uma marca licenciada. E uma mochila, que a princípio custaria R$ 140, pode passar de R$ 300.

"Quando se considera toda a lista de material escolar, o aumento é de 12%", afirma o gerente de Compras da Multi Marcas Distribuidora, Aldeck Miranda Junior. Segundo ele, os campeões dos aumentos são os cadernos. Os modelos de capa mole, mais simples, subiram 9%, enquanto os de capa dura, mais procurados, tiveram altas de 12%. "Papel, caneta e lápis subiram 8,5%", comenta o gerente. As variações são similares às de outra distribuidora ouvida pelo JC.

Apesar dos valores e dos aumentos diferentes de cada produto, é na montagem final da lista que a subida de preços fica mais evidente. "Se pegarmos a mesma lista que custava R$ 160 ano passado, este ano ela sai por R$ 180", diz Williams Moreno, gerente do Shopping do Papel, em Boa Viagem.

A loja, inclusive, costuma trabalhar muito com listas, até pelo perfil das escolas nas proximidades. "Realmente, sempre há quem prefere o Centro. Mas até pelo perfil do nosso cliente, trabalhamos muito com listas. Os pais só passam praticamente para buscar o material", diz Williams Moreno, gerente do Shopping do Papel, localizado em Boa Viagem.

Apesar de outras duas lojas confirmarem a subida de preços, a gerente de Marketing e Relacionamento do Atacadão de Papelaria, Silvana Sarubbi, garante que a empresa não repassou aumentos. "Estamos com a loja configurada para a volta às aulas desde dezembro, sem reajustes", enfatiza. Tanto o Atacadão quanto a Livraria Modelo, do mesmo grupo, também oferecem a opção de montar a lista para os pais.

Presidente da Associação de Pais de Alunos, Reginaldo Valença diz que as escolas não podem determinar em quais lojas as compras devem ser realizadas, muito menos incluir na lista produtos de uso coletivo, como copos descartáveis.

"Algumas fixam ainda um valor. Mas isso é indevido. Elas devem fornecer aos pais as listas para as compras", comenta Reginaldo.

Fonte: Jornal do Commercio

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