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Mantido benefício para central de distribuição

10 de agosto de 2007

Na campanha eleitoral, o plano de governo de Eduardo Campos (PSB) previa o fim dos benefícios fiscais via Programa de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Prodepe) para centrais de distribuição (CDs). Ontem, além da inclusão de uma CD da Yoki alimentos no Prodepe, foram aprovados sete projetos de importadoras. E houve um polêmico debate sobre um projeto que, pelo menos inicialmente, previa R$ 1,648 bilhão em importações anuais.

O presidente do Centro das Indústrias de Pernambuco (Ciepe), João Sandoval da Silveira, estranhou o fato de que o projeto de ampliação das operações da Petroil do Brasil S/A, que já importa no Estado, relaciona uma extensa quantidade de itens, de DVDs a máquinas pesadas. “É preocupante. O volume é impressionante. Vão importar até Jesus”, afirmou.

Depois de ver aprovados os pleitos de outras empresas, o consultor da Soluções Projetos Especiais, Roberto Cavalcanti de Albuquerque, criticou a postura de Sandoval e de outros membros do Conselho de Desenvolvimento Comercial, Industrial e de Serviços (Condic) em pedir vistas ao projeto da Petroil. “Já fui diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) e desenvolvi um estudo para a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe) sobre a vinda de centrais de distribuição. Não houve questionamentos”, atacou.

O diretor de Benefícios Fiscais e Relações com Municípios da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Romero Auto, argumentou que o projeto da empresa é no formato de trading e que, a cada ano, a Petroil teria que pedir à Sefaz a aprovação de uma lista de produtos a serem importados. “A relação apresentada foi para dar exemplos”, pontuou. Mas o secretário executivo da Receita Estadual, Roberto Arraes, ponderou que, na iminência do fim da reforma tributária, é preciso reavaliar o projeto para definir uma lista de itens beneficiados. O pleito da empresa foi pré-aprovado, com a condição de rediscutir a listagem.

Fonte: Jornal do Commercio

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