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Mais de meio milhão de doses chegam ao estado

27 de julho de 2021

A semana começa com um pouco mais de esperança para os pernambucanos. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, informou ontem que o Estado irá receber 506.470 doses de vacinas contra a covid-19 nos próximos dias. Por meio de pronunciamento, Câmara explicou que estão previstas para hoje a chegada de dois voos com 164.200 doses da Coronavac/Butantan e 247.500 da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. Já amanhã, chegarão ao Recife mais 94.770 doses da Pfizer/BioNTech.

Se as entregas ocorreram conforme o previsto, será a maior quantidade de doses já recebida no Estado, distribuída pelo Ministério da Saúde, em uma mesma semana. “Esse total de um pouco mais de meio milhão de vacinas vai nos permitir avançar nas faixas etárias em todo o Estado”, afirmou o governador.

Ao todo, desde o dia 18 de janeiro, quando começou a campanha de imunização, Pernambuco já recebeu 6.455.800 doses de vacinas contra a covid-19, sendo 3.309.170 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 2.269.160 da Coronavac/Butantan, 709.020 da Pfizer/BioNTech e 168.450 da Janssen.

O gestor estadual também aproveitou o pronunciamento para alertar a população sobre a importância de não perder o prazo para se vacinar com a segunda dose. “Se você já tomou a primeira, não perca o prazo para completar a sua imunização”, finalizou.

Ao todo, 1.526.725 pernambucanos completaram seus esquemas vacinais, sendo 1.362.846 pessoas vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 163.879 que foram contemplados com vacina aplicada em dose única.

Atualmente, moradores do Recife com idades a partir dos 31 anos podem ser vacinados. Basta fazer o agendamento no site ou aplicativo do Conecta Recife. Trabalhadores da construção civil, indústria e dos Correios, além dos bancários, com idades a partir dos 29 anos, também estão aptos a serem imunizados na capital.

BALANÇO

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) registrou, ontem, 409 casos da covid-19. Entre os confirmados, 43 (10,5%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e 366 (89,5%) são leves. Pernambuco totaliza 586.023 casos da doença.

Também foram confirmados 13 novos óbitos, ocorridos entre os dias 29 de setembro de 2020 e 25 de julho de 2021. Os pacientes tinham idades entre 43 e 89 anos.

Do total, 11 tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (5), obesidade (3), hipertensão (2), diabetes (1), doença renal (1), doença respiratória (1), etilismo (1) e câncer (1) – um paciente pode ter mais de uma tabagismo (1), comorbidade. O Estado totaliza 18.629 mortes pela doença.

Cuidados devem ser mantidos

A baixa na idade de vacinação contra a covid-19, nos últimos dias, tem aumentado a confiança em dias melhores para os pernambucanos, que fazem planos e estão ansiosos para voltar à rotina que tinham antes da pandemia. No Estado, 56% da população adulta estão vacinados, o que representa pouco mais de 4 milhões de pessoas com pelo menos uma dose do imunizante. No entanto, somente 21% estão com o esquema vacinal completo no Estado. No Recife, 70% dos adultos receberam ao menos uma dose; 30% estão completamente cobertos. Esses índices da capital e do Estado são somente um dos motivos, entre vários, que exigem a continuidade das medidas preventivas contra a infecção pelo coronavírus.

Outro detalhe importante é que, mesmo quem está vacinado com as duas doses (ou com o imunizante da Janssen, de aplicação única), deve manter os cuidados, principalmente o uso da máscara, até que a maior parte da população esteja vacinada, o que deve demorar alguns meses.

Desta forma, precisamos continuar conscientes de que o caminho ainda é longo para barrar a transmissão do coronavírus, especialmente neste momento em que as variantes continuam a se multiplicar. “Hoje não temos uma situação que nos deixe seguros de abrir a mão do uso da máscara e de outras medidas não farmacológicas. Mesmo com parte da população vacinada, enquanto houver circulação ativa do vírus (transmissão e surgimento de variantes), precisamos manter todos os cuidados”, destaca a médica epidemiologista Ana Brito, pesquisadora da Fiocruz Pernambuco.

A especialista ainda ressalta a necessidade de os gestores trabalharem no sentido de garantir a proteção plena da população o quanto antes. “Isso vai ocorrer quando 75% das pessoas, pelo menos, estiverem protegidas com as duas doses da vacina (ou aplicação única, no caso da Janssen). O cenário atual exige paralelamente a ampliação da aplicação da primeira dose, o que vem sendo feito, e a garantia da segunda dose para quem já tomou a primeira”, reforça.

Para Ana Brito, a conclusão do esquema vacinal precisa chegar rapidamente para a população. “Os primeiros estudos com AstraZeneca e Pfizer traziam um grau importante de proteção ainda com a primeira dose. Mas isso foi constatado à luz do vírus original, aquele detectado em Wuhan (China). Mas agora o contexto é outro diante das variantes que preocupam, como gama, beta e delta. Dessa forma, não se pode mais defender que se amplie sempre o público para a primeira dose, sem que isso também se estenda para a segunda aplicação dos imunizantes”, acrescenta a epidemiologista.

Um balanço divulgado ontem, pelo Ministério da Saúde, informou que o número de casos da variante delta subiu para 169. Na atualização da última sexta-feira (23), o número estava em 143. Deste total, 13 pacientes tiveram quadro grave e morreram em decorrência da covid-19. O local com mais registros até o momento foi o Rio de Janeiro, com 88 casos mapeados. O Distrito Federal vem em seguida, com 30 casos, contra 6 na sexta-feira. Depois, vêm São Paulo com 15, Paraná com 13, Maranhão com 7, Santa Catarina com 5, Goiás com 4, Rio Grande do Sul e Pernambuco com 3 cada, além de Minas Gerais com um.

 

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