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Maioria aprova Mais Médicos

11 de setembro de 2013
BRASÍLIA – A maioria dos brasileiros é a favor da contratação de médicos estrangeiros pelo programa Mais Médicos do governo federal. Pesquisa divulgada ontem aponta que 73,9% dos entrevistados declararam-se a favor da importação dos profissionais formados no exterior. Em julho, o porcentual era de 49,7%. A pesquisa é da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a MDA Pesquisa.

A quantidade de entrevistados que disse ser contra o programa caiu de 47,4% em julho para 23,8% em setembro. O percentual de pessoas que respondeu que o programa será capaz de solucionar os problemas graves de saúde no Brasil foi de 49,6%, contra 47,1% que disseram que o Mais Médicos não irá resolvê-los. Outros 3,3% não responderam.

 
O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), disse que a presidente Dilma Rousseff ficou contente com a aprovação popular ao programa. O Mais Médicos foi apresentado pela presidente Dilma Rousseff após os protestos de rua ocorridos no País em junho. A medida foi criticada por associações da classe médica. Pelo cronograma, 682 profissionais formados no exterior (400 cubanos e 282 selecionados pelo programa) devem começar a atuar no dia 16 em cidades onde há falta de médicos.
 
Sobre o Mais Médicos, o senador e presidente da CNT, Clésio Andrade, salientou que, apesar de o programa favorecer a imagem da presidente, o governo precisa estar atento e deve dedicar atenção aos problemas de infraestrutura – falta de recursos, por exemplo – que prejudicam a qualidade dos serviços em saúde prestados à população.
 
Quando questionados sobre a qualidade do sistema público de saúde, 41,5% dos consultados afirmaram que era "ruim" ou "péssima", contra 20,7% que avaliaram como "boa" ou "ótima". Por outro lado, para 58% dos pesquisados, a rede privada de saúde é "boa" ou "ótima".
 
FISCALIZAÇÃO
Os conselhos regionais de medicina informaram que vão pedir ao Ministério da Saúde uma lista completa com os nomes de todos dos profissionais escalados pelo programa Mais Médicos, as cidades onde trabalharão e informações sobre os supervisores e tutores dos médicos.
 
"A ideia com isso", diz nota divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), "é permitir a apuração de denúncias ou suspeitas de irregularidades no exercício da prática médica ou mesmo de abusos por parte de gestores contra médicos brasileiros ou estrangeiros".
 
A entidade afirma que poderá compartilhar as informações com o Ministério Público, Tribunais de Contas e com o Congresso Nacional.
 
O programa Mais Médicos, lançado há dois meses, prevê a ampliação do número de médicos em cidades do interior e periferias das capitais. Para isso, permite a atuação de profissionais formados no exterior sem revalidação do diploma de graduação. 

Fonte: Jornal do Commercio

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